Diabetes Mellitus Tipo 2: Diagnóstico e Confirmação

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 46 anos de idade, IMC = 32 Kg/m2, PA = 150 X 88 mmHg, circunferência abdominal 108 cm, etilista regular, tabagista, sedentário, história familiar positiva para diabetes melito, vem à consulta médica referindo não estar se sentindo bem e trazendo resultado de glicemias de jejum de 96 e 98 mg/dl. Qual é o seu provável diagnóstico e como faria para ter a confirmação?

Alternativas

  1. A) Diabetes melito tipo 2 - Teste de tolerância oral à glicose. 
  2. B) Diabetes melito tipop 2 - Glicemia de jejum e pós-prandilal.
  3. C) Diabetes melito tipo 2 - Hemoglobina glicada.
  4. D) Diabetes melito tipo 2 - Glicemias de jejum seriadas.
  5. E) Diabetes melito tipo 2 - repetiria a glicemia com jejum de 12 horas.  

Pérola Clínica

Glicemia de jejum alterada + fatores de risco DM2 → TOTG para confirmação diagnóstica.

Resumo-Chave

Um paciente com múltiplos fatores de risco para Diabetes Mellitus tipo 2 e glicemias de jejum na faixa de pré-diabetes (100-125 mg/dL) ou limítrofes, necessita de investigação adicional. O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG) é o método mais sensível para confirmar o diagnóstico de DM2 nesses casos, avaliando a capacidade do corpo de processar a glicose após uma sobrecarga.

Contexto Educacional

O diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é um pilar fundamental na prática médica, especialmente considerando a crescente prevalência da doença. Pacientes com múltiplos fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, hipertensão e histórico familiar, devem ser rastreados ativamente. A glicemia de jejum é um exame inicial importante, mas valores na faixa de pré-diabetes (100-125 mg/dL) ou limítrofes exigem investigação mais aprofundada para um diagnóstico preciso e precoce. A fisiopatologia do DM2 envolve resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG) é crucial para avaliar a capacidade do organismo de metabolizar a glicose após uma sobrecarga, sendo mais sensível que a glicemia de jejum isolada para detectar a intolerância à glicose. A hemoglobina glicada (HbA1c) também é um critério diagnóstico, refletindo a média da glicemia nos últimos 2-3 meses, mas pode ser influenciada por outras condições. Confirmar o diagnóstico de DM2 precocemente permite a implementação de mudanças no estilo de vida e, se necessário, tratamento farmacológico, visando prevenir ou retardar as complicações micro e macrovasculares. Para o residente, a compreensão dos critérios diagnósticos e a escolha do exame confirmatório adequado são essenciais para um manejo clínico eficaz e para a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus Tipo 2?

Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (em duas ocasiões), glicemia de 2 horas no TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia.

Por que o Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG) é importante para confirmar o diagnóstico de DM2?

O TOTG é importante porque avalia a resposta do corpo a uma carga de glicose, revelando alterações na tolerância à glicose que podem não ser evidentes apenas pela glicemia de jejum. É particularmente útil em pacientes com glicemia de jejum na faixa de pré-diabetes ou limítrofe.

Quais fatores de risco o paciente apresenta para Diabetes Mellitus Tipo 2?

O paciente apresenta múltiplos fatores de risco, incluindo IMC elevado (obesidade), hipertensão arterial, circunferência abdominal aumentada (obesidade central), etilismo, tabagismo, sedentarismo e história familiar positiva para diabetes melito.

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