PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Qual dos pacientes a seguir poderia ser considerado portador de Diabetes Melitus tipo 2, segundo as diretrizes vigentes da sociedade Brasileira de Diabetes?
DM2 diagnóstico: 2 exames alterados (glicemia jejum ≥126, TOTG ≥200, HbA1c ≥6,5%) ou 1 + sintomas.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 requer a confirmação de valores alterados em dois exames diferentes ou em um único exame na presença de sintomas clássicos. A hemoglobina glicada e a glicemia de jejum são os métodos mais comuns para triagem e diagnóstico.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu diagnóstico precoce e manejo adequados cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. O diagnóstico de DM2 baseia-se em critérios laboratoriais estabelecidos por diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Os principais exames incluem glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e hemoglobina glicada (HbA1c). A presença de dois exames alterados em diferentes ocasiões, ou um exame alterado na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal inexplicada), confirma o diagnóstico. O tratamento do DM2 envolve mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) e, frequentemente, terapia farmacológica. O objetivo é manter o controle glicêmico para reduzir o risco de complicações. A escolha da terapia é individualizada, considerando comorbidades, risco cardiovascular e tolerância do paciente, visando a melhor qualidade de vida.
Os principais critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia.
Sim, geralmente é necessário ter dois exames alterados em diferentes ocasiões para confirmar o diagnóstico, a menos que o paciente apresente sintomas clássicos de hiperglicemia e uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL.
A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses e é um critério diagnóstico importante, sendo útil também para monitoramento do controle glicêmico e avaliação do risco de complicações.
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