Diabetes Mellitus Tipo 2: Critérios Diagnósticos SBD

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Qual dos pacientes a seguir poderia ser considerado portador de Diabetes Melitus tipo 2, segundo as diretrizes vigentes da sociedade Brasileira de Diabetes?

Alternativas

  1. A) Paciente com sobrepeso, assintomático, com glicose de jejum de 128 mg/dL e com 178 mg/dL após sobrecarga de 75g de glicose.
  2. B) Paciente assintomático com glicemia aleatória de 202 mg/dL.
  3. C) Paciente portador de obesidade, assintomático, com glicose de jejum de 135mg/dL em um primeiro exame e hemoglobina glicada de 7,2% dosada em outra ocasião.
  4. D) Paciente com queixa de perda ponderal e poliúria com hemoglobina glicada de 6,2%.
  5. E) Paciente idoso, assintomático, glicose de jejum de 118 mg/dL e hemoglobina glicada de 6%.

Pérola Clínica

DM2 diagnóstico: 2 exames alterados (glicemia jejum ≥126, TOTG ≥200, HbA1c ≥6,5%) ou 1 + sintomas.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 requer a confirmação de valores alterados em dois exames diferentes ou em um único exame na presença de sintomas clássicos. A hemoglobina glicada e a glicemia de jejum são os métodos mais comuns para triagem e diagnóstico.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu diagnóstico precoce e manejo adequados cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. O diagnóstico de DM2 baseia-se em critérios laboratoriais estabelecidos por diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Os principais exames incluem glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e hemoglobina glicada (HbA1c). A presença de dois exames alterados em diferentes ocasiões, ou um exame alterado na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal inexplicada), confirma o diagnóstico. O tratamento do DM2 envolve mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) e, frequentemente, terapia farmacológica. O objetivo é manter o controle glicêmico para reduzir o risco de complicações. A escolha da terapia é individualizada, considerando comorbidades, risco cardiovascular e tolerância do paciente, visando a melhor qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 2?

Os principais critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia.

É necessário repetir o exame para confirmar o diagnóstico de DM2?

Sim, geralmente é necessário ter dois exames alterados em diferentes ocasiões para confirmar o diagnóstico, a menos que o paciente apresente sintomas clássicos de hiperglicemia e uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL.

Qual a importância da hemoglobina glicada no diagnóstico de DM2?

A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses e é um critério diagnóstico importante, sendo útil também para monitoramento do controle glicêmico e avaliação do risco de complicações.

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