UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A assistência pré-natal é fundamental, tanto para o seguimento fisiológico, quanto para o rastreio e diagnóstico de patologias. Gestante primigesta de 12 semanas retorna com exames após sua primeira consulta. Apresentou glicemia de jejum de 95 mg/dL. O médico assistente pediu para paciente repetir o exame, sendo devidamente orientada sobre o jejum adequado, sendo a segunda amostra o resultado de 93 mg/dL. Diante destes resultados, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta adequada sobre o diagnóstico:
Glicemia de jejum entre 92-125 mg/dL na gestação → diagnóstico de DMG, iniciar dieta/exercício.
De acordo com as diretrizes atuais, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento da gestação é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). A conduta inicial é sempre a modificação do estilo de vida com dieta e atividade física, com reavaliação em 1-2 semanas.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta cerca de 10-20% das gestações no Brasil, representando um desafio significativo na assistência pré-natal. Seu diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a saúde materno-fetal, pois a hiperglicemia na gestação está associada a diversas complicações, como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e maior risco de diabetes tipo 2 para a mãe e o filho no futuro. O rastreamento e diagnóstico da DMG podem ocorrer em diferentes momentos da gestação. Uma glicemia de jejum alterada no primeiro trimestre (≥ 92 mg/dL) já é suficiente para o diagnóstico de DMG, sem a necessidade de aguardar o Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) de 75g, que é realizado rotineiramente entre 24 e 28 semanas. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos a esses critérios para um diagnóstico precoce. A conduta inicial para o DMG é sempre a modificação do estilo de vida, que inclui uma dieta balanceada e a prática de atividade física regular, adaptada à gestação. Essas medidas são eficazes na maioria dos casos para o controle glicêmico. A reavaliação em 15 dias é importante para verificar a resposta a essas intervenções. Somente se as metas glicêmicas não forem atingidas com as mudanças de estilo de vida, a insulinoterapia deve ser considerada, tornando o manejo da DMG um pilar essencial na formação de residentes.
O diagnóstico de DMG pode ser feito com uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento da gestação, ou por meio do Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) de 75g entre 24-28 semanas, com um ou mais valores alterados (jejum ≥ 92, 1h ≥ 180, 2h ≥ 153 mg/dL).
O diagnóstico e manejo precoce da DMG são cruciais para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, cesariana) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, síndrome do desconforto respiratório, obesidade infantil).
A insulinoterapia é indicada se as metas glicêmicas não forem atingidas (glicemia de jejum < 95 mg/dL e pós-prandial de 1h < 140 mg/dL ou 2h < 120 mg/dL) após 1 a 2 semanas de dieta e atividade física adequadas.
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