SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Mulher, 35 anos, secundigesta, iniciou pré-natal com 11 semanas, apresentando glicemia de jejum de 108 mg/dL. Assinale a alternativa correta:
Glicemia de jejum ≥92 mg/dL no 1º trimestre = diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional.
Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, coletada no primeiro trimestre da gestação, é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), conforme as diretrizes atuais. Não é necessário aguardar o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) entre 24-28 semanas para iniciar o tratamento.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e o aumento do risco de diabetes tipo 2 no futuro para a mãe. O rastreamento e diagnóstico seguem diretrizes específicas, que variam ligeiramente entre as sociedades, mas com um consenso geral sobre os valores de corte. No Brasil, as diretrizes atuais recomendam que todas as gestantes realizem uma glicemia de jejum na primeira consulta de pré-natal. Se o valor da glicemia de jejum for ≥ 92 mg/dL, o diagnóstico de DMG é estabelecido, e o tratamento deve ser iniciado imediatamente. Não é necessário aguardar a realização do Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTGO) entre 24 e 28 semanas de gestação, que é reservado para gestantes com glicemia de jejum inicial normal. O tratamento do DMG envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e atividade física. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é a próxima etapa. O acompanhamento rigoroso da glicemia e do bem-estar fetal é essencial para garantir um desfecho gestacional favorável, minimizando os riscos de complicações a curto e longo prazo para a mãe e o bebê.
No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional. Não é necessário realizar o TTGO neste período se a glicemia de jejum já estiver alterada.
O diagnóstico e tratamento precoces do DMG são cruciais para reduzir o risco de complicações maternas, como pré-eclâmpsia e diabetes tipo 2 pós-parto, e fetais, como macrossomia, hipoglicemia neonatal e malformações congênitas.
No primeiro trimestre, a glicemia de jejum é usada para diagnosticar DMG pré-existente ou DMG precoce. Entre 24-28 semanas, o TTGO é realizado para rastrear DMG que se desenvolve mais tardiamente na gestação.
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