UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
José comemorou seu aniversário no último mês e decidiu que precisava fazer uns exames. Procurou a UBS perto da sua casa para conversar com a enfermeira que, analisando sua história familiar, sua idade e seu estilo de vida, achou melhor passar por consulta médica. José tem 60 anos, hipertenso há 10 anos e desde então faz uso de Losartana 50mg 2x ao dia. Na consulta com a enfermeira, pesou 100kg, IMC*: 32, PA**: 130x80. Últimos exames realizados há mais de 2 anos, quando ficou internado devido a uma pneumonia. José é tabagista (30 maços/ano) e sedentário, e relata que bebe uma ''cervejinha'' no final de semana. A médica opta por realizar exames de rotina para hipertensão e tem como resultado: creatinina: 1,0; glicemia: 142; colesterol total: 250, Colesterol HDL: 50; colesterol LDL: 130; triglicérides: 350. (''IMC: Índice de massa corporal: **PA: Pressão arterial) Qual a melhor conduta nesse caso?
Glicemia de jejum alterada > 126 mg/dL → confirmar DM com 2º exame ou HbA1c antes de iniciar farmacoterapia.
Uma única glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL não é suficiente para o diagnóstico definitivo de Diabetes Mellitus. É crucial repetir o exame ou solicitar uma HbA1c para confirmação, enquanto se inicia a orientação para mudanças no estilo de vida, que são a base do tratamento.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) é uma etapa crucial na prática médica, com implicações significativas para a saúde do paciente. A prevalência de DM tipo 2 tem aumentado globalmente, tornando seu rastreamento e diagnóstico precoce essenciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. A abordagem inicial deve sempre considerar a confirmação diagnóstica antes de instituir terapia farmacológica. Os critérios diagnósticos para DM incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (confirmada em duas ocasiões), HbA1c ≥ 6,5%, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos, ou glicemia de 2 horas no TOTG ≥ 200 mg/dL. Valores entre 100-125 mg/dL para glicemia de jejum ou HbA1c entre 5,7-6,4% indicam pré-diabetes, uma condição de alto risco para o desenvolvimento de DM e doenças cardiovasculares. A conduta inicial, mesmo diante de uma glicemia sugestiva de DM, deve ser a confirmação diagnóstica, seguida pela orientação rigorosa de mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, cessação do tabagismo, controle do peso). A metformina é a droga de primeira linha para DM tipo 2, mas sua introdução deve ser feita após a confirmação e, idealmente, após um período de tentativa de controle apenas com medidas não farmacológicas, a menos que a glicemia esteja muito elevada.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (confirmada em duas ocasiões), glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, HbA1c ≥ 6,5% ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL.
A mudança de estilo de vida, incluindo dieta saudável e atividade física, é fundamental para prevenir a progressão do pré-diabetes para diabetes e para o controle glicêmico e cardiovascular em pacientes já diagnosticados com DM.
A metformina é geralmente a primeira linha de tratamento farmacológico para Diabetes Mellitus tipo 2, após a confirmação diagnóstica e falha das mudanças no estilo de vida em atingir as metas glicêmicas.
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