TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Paciente de 42 anos com índice de massa corpórea de 28 kg/m², sem antecedentes patológicos conhecidos, apresenta avaliação inicial com glicemia de jejum de 102 mg/dL e hemoglobina glicada de 6.6%. Qual a interpretação correta sobre estes exames?
Resultados discordantes para Diabetes → Repetir o exame alterado ou realizar TOTG para confirmação.
Um único exame alterado (HbA1c ≥ 6,5%) com outro normal (Glicemia < 126 mg/dL) exige confirmação, preferencialmente repetindo o teste alterado ou usando o TOTG.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) requer cautela, pois implica em tratamento crônico e mudanças de vida. No caso apresentado, o paciente possui uma glicemia de jejum de 102 mg/dL (caracterizando pré-diabetes, entre 100-125 mg/dL) e uma HbA1c de 6,6% (caracterizando diabetes, ≥ 6,5%). Segundo a American Diabetes Association (ADA) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), quando há discordância entre os métodos, deve-se priorizar a repetição do exame que veio alterado. O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG) é frequentemente utilizado nesses cenários de dúvida por sua alta sensibilidade. A dosagem de insulina sérica não tem papel no diagnóstico de DM, sendo utilizada apenas em contextos específicos para avaliar resistência insulínica ou etiologia de hipoglicemias.
Os critérios são: Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL; Hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%; Glicemia de 2 horas no TOTG (75g) ≥ 200 mg/dL; ou Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas inequívocos de hiperglicemia.
Se dois testes diferentes são realizados e apenas um está acima do limiar diagnóstico, o teste que resultou alterado deve ser repetido. O diagnóstico é confirmado se o teste repetido também vier alterado. Alternativamente, o TOTG pode ser utilizado como 'padrão-ouro' para esclarecer o status glicêmico.
Sim, desde que o resultado seja confirmado em uma segunda coleta ou que o paciente apresente sintomas clássicos de hiperglicemia. No entanto, condições como anemias, hemoglobinopatias e uremia podem interferir na acurácia da HbA1c.
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