Diabetes Mellitus: Diagnóstico e Manejo Inicial

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 56 anos, masculino, branco, procura o posto de saúde para consulta de rotina. Hipertenso há 5 anos, tabagista inveterado, sedentário. História familiar de coronariopatia. Medicações em uso: Hidroclorotiazida 25 mg\ dia e Losartan 50 mg\ dia. Exame físico: PA 130\80 mmHg, FC 80 bpm, IMC 32 kg\m². Laboratório: Hb 12,5 g\dl, glicemia de jejum 120 mg\dl, creatinina 1,1 mg\dl, TOTG ( Teste Oral de Tolerância à Glicose) 240 mg\dl, colesterol total 260 mg\dl. Com base no caso clínico aponte o diagnóstico e a melhor conduta:

Alternativas

  1. A) Pré- diabetes, orientar mudança dos hábitos alimentares, estimular atividade física, iniciar metformina 2.000 mg\ dia, AAS 100 mg \dia, Sinvastatina 40 mg \dia e reavaliar em 3 meses.
  2. B) Síndrome metabólica, orientar mudança dos hábitos alimentares, estimular perda de peso e atividade física regular.
  3. C) Diabetes Mellitus, orientar mudança dos hábitos alimentares, estimular perda de peso e atividade física regular, iniciar Metformina 500 a 2.000 mg \ dia, AAS 100 mg \ dia, Sivastatina 40 mg\ dia.
  4. D) Diabetes Mellitus, orientar mudança dos hábitos alimentares, estimular perda de peso e atividade física regular e reavaliar em 4 semanas.

Pérola Clínica

TOTG > 200 mg/dL = Diabetes Mellitus. Iniciar Metformina, AAS e estatina em pacientes de alto risco.

Resumo-Chave

O paciente apresenta glicemia de jejum alterada e TOTG compatível com Diabetes Mellitus. Além das mudanças de estilo de vida, a conduta inclui metformina, AAS para prevenção cardiovascular primária em pacientes de alto risco e estatina para dislipidemia, considerando o perfil de risco elevado.

Contexto Educacional

O diagnóstico de Diabetes Mellitus é crucial para a prevenção de complicações micro e macrovasculares. A glicemia de jejum e o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) são ferramentas diagnósticas essenciais, sendo o TOTG especialmente útil para confirmar o diagnóstico quando a glicemia de jejum está limítrofe ou para identificar casos de DM que não seriam detectados apenas pela glicemia de jejum. A interpretação correta desses exames é um pilar na prática clínica e nas provas de residência. O manejo do Diabetes Mellitus vai além do controle glicêmico, abrangendo uma abordagem multifatorial para reduzir o risco cardiovascular global. Isso inclui mudanças no estilo de vida, controle da pressão arterial, dislipidemia e uso de agentes antiplaquetários como o AAS em pacientes de alto risco. A Metformina é a terapia de primeira linha, com evidências robustas de eficácia e segurança, e a escolha de outras medicações deve ser individualizada. Para residentes, é fundamental dominar não apenas os critérios diagnósticos, mas também as diretrizes de tratamento que envolvem a prevenção de complicações, a escolha de medicamentos e a educação do paciente. A compreensão dos fatores de risco e a abordagem integrada são essenciais para a prática clínica e para o sucesso em exames de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus?

Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h pós-TOTG ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia.

Quando iniciar Metformina em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2?

A Metformina é a droga de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM2, devendo ser iniciada junto com as mudanças de estilo de vida, a menos que haja contraindicações como insuficiência renal grave.

Qual a importância do AAS e das estatinas no manejo do paciente diabético?

AAS e estatinas são fundamentais para a prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos, que possuem um risco aumentado. A indicação depende da estratificação de risco individual do paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo