PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2019
Ariel, 40 anos, vem a consulta com seu médico de família. Reclama de alteração em algumas medidas de pressão arterial e refere dificuldade em manter bons hábitos alimentares e atividade física regular. Seus pais são idosos, descendentes de italianos, com hipertensão e diabete controlados. O exame físico revelou PA 160/100mmHg (primeiro registro); peso 95kg e altura 170cm. Exames complementares estavam com os seguintes resultados: GLICOSE JEJUM: 140mg/dl, COLESTEROL TOTAL: 250mg/dl, HDL: 50mg/dl, TRIGLICERÍDEOS: 300mg/dl. Considerando o caso, assinale a alternativa CORRETA:
Glicemia jejum 140 mg/dL = Necessita 2ª amostra para confirmar Diabetes Mellitus.
Uma única glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL não é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus. É necessário confirmar com uma segunda amostra em outro dia. O paciente apresenta múltiplos fatores de risco cardiovascular (HAS, dislipidemia, obesidade), mas o diagnóstico de DM precisa ser formalizado.
O paciente Ariel apresenta um quadro complexo com múltiplos fatores de risco cardiovascular, incluindo hipertensão arterial (PA 160/100 mmHg, estágio 2), obesidade (IMC ≈ 32.8 kg/m²), dislipidemia (colesterol total 250 mg/dL, HDL 50 mg/dL, triglicerídeos 300 mg/dL) e uma glicemia de jejum alterada (140 mg/dL). A presença de histórico familiar de hipertensão e diabetes reforça a importância de uma avaliação detalhada. Um ponto crucial no caso é a glicemia de jejum de 140 mg/dL. De acordo com as diretrizes para o diagnóstico de Diabetes Mellitus, uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL é um critério diagnóstico, mas requer confirmação. Isso significa que uma segunda amostra de glicemia de jejum deve ser coletada em outro dia para confirmar o diagnóstico, a menos que haja sintomas clássicos de hiperglicemia e uma glicemia casual ≥ 200 mg/dL. As outras alternativas são incorretas: o risco cardíaco do paciente é alto devido à combinação de HAS estágio 2, obesidade, dislipidemia e suspeita de DM. A prescrição de AAS para prevenção primária não é universalmente recomendada e depende de uma avaliação de risco mais aprofundada. A estatina seria indicada, mas a alternativa D afirma "independente do risco cardíaco", o que não é totalmente preciso, pois a indicação de estatina é guiada pelo risco. A monoterapia com hidroclorotiazida para HAS estágio 2, especialmente com múltiplos fatores de risco, pode não ser suficiente como primeira escolha, e outras classes ou terapia combinada podem ser necessárias.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus pode ser feito por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (em duas ocasiões), glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, teste oral de tolerância à glicose ≥ 200 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5%.
Uma única glicemia de jejum alterada (≥ 126 mg/dL) não é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus. É fundamental a confirmação com uma segunda amostra em outro dia para evitar falsos positivos.
O paciente apresenta hipertensão arterial (160/100 mmHg), dislipidemia (colesterol total 250, triglicerídeos 300), obesidade (IMC > 30) e suspeita de diabetes, além de histórico familiar, configurando alto risco cardiovascular.
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