UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Homem de 62 anos vem para consulta de rotina referindo aumento da diurese e do volume miccional, além de aumento da sede e do apetite. É hipertenso e dislipidêmico, em uso regular de atenolol, hidroclorotiazida e sinvastatina. De acordo com as diretrizes atuais, a melhor combinação de exames para o diagnóstico de diabetes é:
Diagnóstico de DM: Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL OU HbA1c ≥ 6,5% OU TTOG ≥ 200 mg/dL (2h) OU glicemia casual ≥ 200 mg/dL + sintomas.
As diretrizes atuais permitem o diagnóstico de diabetes mellitus com base na glicemia de jejum ou na hemoglobina glicada (HbA1c). A combinação desses dois exames oferece uma avaliação robusta, sendo a HbA1c útil por refletir a média glicêmica dos últimos 2-3 meses e ter boa correlação com o risco de complicações crônicas.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia, resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. Sua prevalência crescente e as graves complicações associadas tornam o diagnóstico precoce e preciso fundamental. Residentes e estudantes de medicina devem estar familiarizados com os critérios diagnósticos atualizados para identificar e manejar a condição de forma eficaz. Os sintomas clássicos de hiperglicemia, como poliúria, polidipsia e polifagia, devem sempre levantar a suspeita de DM. O diagnóstico laboratorial pode ser estabelecido por diferentes exames. A glicemia de jejum (após 8 horas de jejum) ≥ 126 mg/dL é um critério amplamente utilizado. A hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5% é outro critério validado, que oferece a vantagem de não exigir jejum e refletir o controle glicêmico médio dos últimos meses. O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) com glicemia de 2 horas ≥ 200 mg/dL é uma alternativa, especialmente útil em casos de discordância entre os outros exames ou para o diagnóstico de diabetes gestacional. É importante ressaltar que, na ausência de hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda, o diagnóstico deve ser confirmado por um segundo teste. A combinação de glicemia de jejum e HbA1c é uma abordagem prática e eficaz para o rastreamento e diagnóstico do DM.
Os principais critérios incluem: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, glicemia de 2 horas no teste de tolerância oral à glicose (TTOG) ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia.
A HbA1c reflete a média da glicemia dos últimos 2 a 3 meses, não exigindo jejum e sendo menos suscetível a variações diárias. É um bom indicador do controle glicêmico a longo prazo e tem sido validada para o diagnóstico de diabetes e pré-diabetes.
O TTOG é frequentemente utilizado quando os resultados da glicemia de jejum e/ou HbA1c estão na faixa de pré-diabetes, mas há alta suspeita clínica de diabetes, ou em situações específicas como diabetes gestacional, onde é o padrão-ouro para o diagnóstico.
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