Diabetes Mellitus: Diagnóstico e Neuropatia Periférica

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Leia o caso clínico a seguir.Paciente de 45 anos, do sexo masculino, procura a unidade básica de saúde queixando-se parestesias em pés há seis meses. Relata que, quando anda, perde os chinelos com facilidade. Vem perdendo peso com facilidade, apesar de estar comendo mais. Sente muita sede e acha que isso faz com que se levante várias vezes a noite para urinar. Ao exame geral, a pressão arterial estava normal, afebril, anictérico, acianótico e eupneico. Observou-se emagrecimento, hálito cetônico, com força muscular normal, reflexos reduzidos nos aquileus e redução da sensibilidade dolorosa tipobota até tornozelos, de modo bilateral. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso descrito, os exames fundamentais comprobatórios são:

Alternativas

  1. A) dosagem de glicemia e eletroneuromiografia.
  2. B) dosagem de vitamina B12 e ultrassom neuromuscular.
  3. C) exame de urina e dosagem de antígeno prostático específico (PSA).
  4. D) fator reumatoide e ressonância magnética lombossacra.

Pérola Clínica

Parestesias, polidipsia, poliúria, perda de peso + hálito cetônico → Diabetes Mellitus com neuropatia.

Resumo-Chave

A tríade clássica de poliúria, polidipsia e polifagia, associada à perda de peso e sintomas neurológicos periféricos (parestesias, redução de reflexos e sensibilidade), sugere fortemente diabetes mellitus descompensado com neuropatia. A dosagem de glicemia confirma o diagnóstico metabólico, e a eletroneuromiografia avalia a extensão e tipo da neuropatia.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica de alta prevalência, caracterizada por hiperglicemia persistente. Sua identificação precoce e manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. A neuropatia diabética periférica é uma das complicações crônicas mais comuns, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e aumentando o risco de úlceras e amputações. A fisiopatologia do DM envolve deficiência na produção de insulina ou resistência à sua ação, levando ao acúmulo de glicose no sangue. A hiperglicemia crônica danifica nervos e vasos sanguíneos. A suspeita diagnóstica surge com sintomas como poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso e, em casos de descompensação, hálito cetônico. A avaliação neurológica com pesquisa de reflexos e sensibilidade é fundamental para identificar a neuropatia. O tratamento do DM visa o controle glicêmico rigoroso através de dieta, exercícios e medicamentos (orais ou insulina). Para a neuropatia, o manejo é sintomático e inclui controle da dor e prevenção de lesões. A dosagem de glicemia e a eletroneuromiografia são exames essenciais para confirmar o diagnóstico de DM e avaliar a extensão da neuropatia, respectivamente, guiando a conduta terapêutica e o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que sugerem Diabetes Mellitus descompensado?

Os sintomas clássicos incluem poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (aumento da sede), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso inexplicável. Hálito cetônico pode indicar cetoacidose diabética.

Como a neuropatia diabética periférica se manifesta clinicamente?

A neuropatia diabética periférica tipicamente se manifesta com parestesias (formigamento), dor em queimação, dormência e perda de sensibilidade (tátil, dolorosa, vibratória) em padrão de 'luva e bota', geralmente simétrica e progressiva.

Quais exames são fundamentais para confirmar o diagnóstico de Diabetes Mellitus e sua neuropatia?

Para o diagnóstico de Diabetes Mellitus, são essenciais a glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose oral e hemoglobina glicada (HbA1c). Para a neuropatia, a eletroneuromiografia é o exame padrão-ouro para avaliar a função nervosa.

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