Diagnóstico de DM2 e HAS: Critérios e Conduta Inicial

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Ricardo, 52 anos, motorista de aplicativo, comparece à Unidade Básica de Saúde para realizar exames de rotina após o falecimento de um irmão por infarto agudo do miocárdio aos 50 anos. Ele é sedentário, nega tabagismo atual (parou há 5 anos) e não apresenta queixas clínicas. Ao exame físico, apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) de 29,5 kg/m² e circunferência abdominal de 104 cm. Sua pressão arterial, aferida rigorosamente conforme técnica padronizada, é de 136 x 88 mmHg. O paciente traz exames laboratoriais realizados por conta própria na semana anterior: glicemia de jejum de 118 mg/dL e creatinina de 0,9 mg/dL. Diante desse quadro clínico e laboratorial, qual a conduta inicial mais adequada para este paciente?

Alternativas

  1. A) Classificar o paciente como Pré-diabético e Pré-hipertenso, orientando mudanças no estilo de vida e repetindo os exames laboratoriais em 1 ano.
  2. B) Solicitar a repetição da glicemia de jejum ou Hemoglobina Glicada para confirmação diagnóstica e agendar nova consulta para reavaliação da pressão arterial.
  3. C) Diagnosticar Hipertensão Arterial Estágio 1 e Diabetes Mellitus tipo 2, iniciando imediatamente monoterapia com Metformina e Hidroclorotiazida.
  4. D) Solicitar Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) e iniciar tratamento farmacológico para hipertensão, visando prevenir eventos cardiovasculares.

Pérola Clínica

Glicemia 100-125 mg/dL ou PA 130-139/85-89 mmHg → Repetir exames e reavaliar para confirmar diagnóstico.

Resumo-Chave

O diagnóstico de DM2 e HAS exige confirmação. Uma única medida de glicemia alterada ou pressão limítrofe em paciente assintomático requer repetição de testes ou monitorização para evitar diagnósticos precipitados.

Contexto Educacional

O manejo preventivo na atenção primária foca na identificação precoce de fatores de risco cardiovascular. Pacientes com sobrepeso, obesidade abdominal e histórico familiar de eventos cardiovasculares precoces devem ser rastreados rigorosamente. A glicemia de 118 mg/dL situa o paciente na faixa de pré-diabetes, exigindo confirmação com novo teste (glicemia, HbA1c ou TOTG). Da mesma forma, a pressão arterial limítrofe exige novas aferições em momentos distintos ou métodos de monitorização residencial para definir se há hipertensão estabelecida ou apenas um estado pré-hipertensivo que se beneficia de mudanças no estilo de vida.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para diagnóstico de Diabetes Mellitus?

O diagnóstico de DM é confirmado por: 1) Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL; 2) Glicemia 2h após TOTG (75g) ≥ 200 mg/dL; 3) Hemoglobina Glicada (HbA1c) ≥ 6,5%; ou 4) Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia. Exceto no caso de crise hiperglicêmica, os exames devem ser repetidos para confirmação.

Como classificar a pressão arterial de 136x88 mmHg?

Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), valores entre 130-139 mmHg (sistólica) e/ou 85-89 mmHg (diastólica) são classificados como Pré-hipertensão. O diagnóstico de Hipertensão Estágio 1 requer valores ≥ 140/90 mmHg em medidas de consultório ou confirmação por MAPA/MRPA.

Quando solicitar o TOTG em pacientes com glicemia de jejum alterada?

O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é indicado quando a glicemia de jejum está entre 100 e 125 mg/dL (pré-diabetes), pois muitos desses pacientes podem já apresentar critérios para DM2 no teste de sobrecarga, permitindo uma intervenção mais precoce.

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