UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Homem, 68 anos, procura atendimento com queixa de poliúria, polidipsia, perda de peso e turvação visual. Dados relevantes do exame físico: IMC = 28,3Kg/m² ; PA = 144x92mmHg. Apresenta os seguintes exames laboratoriais recentes: glicemia de jejum = 386mg/dL; hemoglobina glicada = 13,2%; ureia = 42mg/dL; creatinina = 1,0mg/dL. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.
Glicemia jejum > 200 mg/dL + HbA1c > 6,5% + sintomas = Diagnóstico DM. Iniciar metformina + insulina se descompensação grave.
Um paciente com sintomas clássicos de diabetes (poliúria, polidipsia, perda de peso, turvação visual) e exames laboratoriais que excedem significativamente os critérios diagnósticos (glicemia de jejum > 200 mg/dL e HbA1c > 6,5%) tem o diagnóstico de diabetes mellitus estabelecido. Nesses casos de descompensação grave, a combinação de metformina e insulina é frequentemente a conduta inicial mais adequada para um controle glicêmico rápido e eficaz.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) é um marco importante na vida do paciente e exige uma abordagem terapêutica imediata e eficaz. A presença de sintomas clássicos como poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, associada a níveis glicêmicos e de hemoglobina glicada significativamente elevados, é suficiente para o diagnóstico, não necessitando de exames confirmatórios adicionais. A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir complicações agudas e crônicas. No caso apresentado, com glicemia de jejum de 386 mg/dL e HbA1c de 13,2%, o paciente se encontra em um estado de hiperglicemia grave e descompensação metabólica. Nesses cenários, a monoterapia com agentes orais geralmente não é suficiente para alcançar um controle glicêmico adequado em tempo hábil. A combinação de metformina, que atua reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina, com a insulinoterapia, que repõe a deficiência de insulina e promove a captação de glicose, é a estratégia mais eficaz para normalizar a glicemia rapidamente e aliviar os sintomas. O tratamento inicial agressivo com insulina e metformina visa não apenas controlar a hiperglicemia, mas também reverter a toxicidade glicêmica, que pode prejudicar a função das células beta pancreáticas. Uma vez que o controle glicêmico é estabelecido, pode-se reavaliar a necessidade de manter a insulina ou ajustar a terapia para agentes orais, dependendo da resposta do paciente e dos alvos glicêmicos individualizados. A mudança de estilo de vida, incluindo dieta e exercícios, é sempre um pilar fundamental e deve ser iniciada concomitantemente.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, teste oral de tolerância à glicose ≥ 200 mg/dL ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. A presença de sintomas clássicos com glicemia casual ≥ 200 mg/dL já é diagnóstica.
A insulina é indicada no tratamento inicial do DM2 em pacientes com descompensação metabólica grave, como hiperglicemia acentuada (glicemia > 300 mg/dL ou HbA1c > 10%), presença de sintomas catabólicos (perda de peso, poliúria, polidipsia) ou evidência de cetoacidose diabética/estado hiperosmolar hiperglicêmico.
A metformina é a primeira escolha devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda de peso ou neutralidade no peso, e benefícios cardiovasculares. Ela atua principalmente reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo