HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Paciente gestante de 26 semanas vem para mostrar exames da segunda rotina de pré-natal. A cultura de urina mostrou-se positiva para S. agalactiae com uma contagem de 50.000 UFC/ml. O teste oral de tolerância a glicose mostrou glicemia de jejum de 90 mg/dl, 1 hora após sobrecarga de glicose glicemia de 180mg/dl e 2 horas após a glicemia foi 140mg/dl. Quimioluminescência para sífilis não reagente, e sorologia para toxoplasmose mostrou IgG reagente e Ig M não reagente. Assinale a alternativa CORRETA segundo o Protocolo Rede Mãe Curitibana Vale a Vida:
Diabetes Gestacional: Glicemia jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153 mg/dL (um alterado já diagnostica).
O diagnóstico de diabetes gestacional é feito com base nos valores do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75g. Se qualquer um dos três valores (jejum, 1h ou 2h) estiver alterado, o diagnóstico é confirmado, não sendo necessária a repetição do exame. O tratamento e controle glicêmico devem ser iniciados imediatamente.
O pré-natal é um período crucial para o rastreamento e diagnóstico de diversas condições que podem afetar a saúde materno-fetal. O diabetes gestacional, definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez, é uma das complicações mais comuns, afetando cerca de 10% a 20% das gestações. Seu diagnóstico precoce e manejo adequado são fundamentais para prevenir desfechos adversos como macrossomia fetal, prematuridade, hipoglicemia neonatal e aumento do risco de diabetes tipo 2 para a mãe no futuro. O rastreamento do diabetes gestacional é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os valores de corte são rigorosos: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL e 2 horas ≥ 153 mg/dL. A alteração de apenas um desses valores já estabelece o diagnóstico. Outras condições rastreadas incluem infecções como sífilis (com testes treponêmicos e não treponêmicos), toxoplasmose (IgG e IgM) e infecção urinária assintomática, especialmente por Streptococcus agalactiae, devido ao risco de sepse neonatal. Uma vez diagnosticado o diabetes gestacional, a conduta envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, com dieta balanceada e atividade física. O controle glicêmico rigoroso é essencial, com monitoramento frequente da glicemia. Se as metas não forem atingidas, a insulinoterapia é o tratamento de escolha. O manejo adequado dessas condições no pré-natal visa garantir uma gestação saudável e um bom prognóstico para mãe e bebê, minimizando riscos e complicações.
Os critérios diagnósticos para diabetes gestacional pelo TOTG de 75g são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia 1 hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL ou glicemia 2 horas após sobrecarga ≥ 153 mg/dL. A alteração de apenas um desses valores já é suficiente para o diagnóstico.
Após o diagnóstico de diabetes gestacional, a conduta inicial envolve o controle glicêmico rigoroso, geralmente começando com dieta e exercícios físicos. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia deve ser iniciada. O acompanhamento pré-natal deve ser intensificado.
IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose na gestação indica uma infecção pregressa, ou seja, a gestante já teve contato com o parasita em algum momento da vida e possui imunidade. Não há infecção aguda e, portanto, não há risco de transmissão congênita na gestação atual, a menos que haja imunossupressão.
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