DHEG Grave: Diagnóstico e Critérios de Gravidade

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG),assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) A ausência de proteinúria praticamente afasta o diagnóstico de DHEG, mesmo que a hipertensão arterial esteja acompanhada de sintomas abdominais, visuais ou por trombocitocitose e aumento de enzimas cardíacas.
  2. B) Os principais fatores de risco para DHEG são SAAF, história prévia de DHEG, diabetes e gemelaridade.
  3. C) A síndrome HELLP é uma forma grave de DHEG, com alta taxa de mortalidade materna, em que nem sempre as 3 alterações (hemólise, elevação de enzimas hepáticas e trombocitopenia)aparecem simultaneamente (conceito de HELLP parcial).
  4. D) O sulfato de magnésio tem efeito profilático para desenvolvimento de convulsão, devendo ser iniciado próximo ao termo, com duração até 24h do pós parto, sendo o gluconato de cálcio, um antídoto para sua intoxicação.
  5. E) A presença de proteinúria pode contribuir com o diagnóstico de DHEG, mesmo que a hipertensão arterial esteja acompanhada de sintomas abdominais, visuais ou por trombocitocitose e aumento de enzimas cardíacas.

Pérola Clínica

DHEG grave pode ocorrer sem proteinúria significativa; sintomas de gravidade definem a condição.

Resumo-Chave

A ausência de proteinúria não exclui o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave ou DHEG com características de gravidade, especialmente se houver sintomas como cefaleia, alterações visuais, dor epigástrica, ou alterações laboratoriais como trombocitopenia e elevação de enzimas hepáticas (Síndrome HELLP).

Contexto Educacional

A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), que engloba a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua incidência varia globalmente, mas é uma complicação séria que exige reconhecimento e manejo rápidos. Compreender seus critérios diagnósticos e de gravidade é fundamental para a prática obstétrica. A fisiopatologia da DHEG envolve disfunção endotelial generalizada e má-adaptação placentária, levando a hipertensão e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico baseia-se na hipertensão após 20 semanas de gestação, com ou sem proteinúria, e na presença de sinais e sintomas de gravidade. A suspeita deve ser alta em gestantes com cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica ou alterações laboratoriais como trombocitopenia e elevação de enzimas hepáticas, mesmo na ausência de proteinúria. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões (com sulfato de magnésio) e, em casos graves, a interrupção da gestação. O prognóstico depende da gravidade e do manejo adequado. É crucial que residentes dominem os fatores de risco, o diagnóstico diferencial e as condutas terapêuticas para otimizar os desfechos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

A proteinúria é essencial para o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Não, a ausência de proteinúria não afasta o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave se houver hipertensão arterial acompanhada de sintomas como cefaleia, alterações visuais, dor epigástrica ou alterações laboratoriais como trombocitopenia e elevação de enzimas hepáticas.

Quais são os principais fatores de risco para DHEG?

Os principais fatores de risco incluem Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF), história prévia de DHEG, diabetes mellitus e gestação gemelar, entre outros.

Qual o papel do sulfato de magnésio na DHEG?

O sulfato de magnésio é utilizado para a profilaxia e tratamento das convulsões na eclâmpsia e pré-eclâmpsia grave, sendo o gluconato de cálcio o antídoto para sua intoxicação.

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