HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Sobre o diagnóstico das demências é correto afirmar que:
Diagnóstico de demência: investigação inicial inclui exames laboratoriais e neuroimagem para causas reversíveis.
A investigação diagnóstica da demência é abrangente, visando identificar causas reversíveis e descartar outras condições. Exames laboratoriais e de imagem são fundamentais para uma abordagem completa e precisa.
O diagnóstico de demência é um processo complexo que requer uma abordagem multifacetada para identificar a etiologia subjacente e descartar condições tratáveis. A demência é uma síndrome caracterizada por declínio cognitivo progressivo que interfere nas atividades de vida diária, afetando milhões de pessoas globalmente. É crucial diferenciar demência de outras condições como depressão ou delirium. A investigação diagnóstica começa com uma anamnese detalhada e exame físico e neurológico completo. A fisiopatologia varia conforme a causa, desde acúmulo de proteínas anormais (Alzheimer) até lesões vasculares. A suspeita de demência surge com queixas de perda de memória, dificuldade de linguagem, desorientação ou alterações comportamentais. Testes cognitivos são usados para rastreio e avaliação da gravidade. Exames complementares são essenciais para o diagnóstico diferencial e para identificar causas reversíveis. A recomendação inclui hemograma completo, eletrólitos, provas de função renal e tireoidiana, e dosagem de vitamina B12. A neuroimagem (TC ou RM de crânio) é fundamental para excluir lesões estruturais e auxiliar na diferenciação dos tipos de demência. O tratamento é direcionado à causa, se reversível, ou sintomático para as demências neurodegenerativas. O prognóstico depende da etiologia e da resposta ao tratamento. É importante o acompanhamento multidisciplinar e o suporte aos cuidadores.
Recomenda-se hemograma completo, eletrólitos, provas de função renal e tireoidiana, e dosagem de vitamina B12 para rastrear causas reversíveis ou contribuir para o diagnóstico diferencial.
Sim, a neuroimagem (tomografia ou ressonância magnética do encéfalo) é recomendada para identificar lesões estruturais, como tumores, hidrocefalia ou atrofia, e auxiliar no diagnóstico diferencial das demências.
As causas reversíveis incluem deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo, hidrocefalia de pressão normal, neurosífilis, infecções do SNC e intoxicações medicamentosas.
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