CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
Em relação ao diagnóstico da infecção por coronavírus é correto afirmar:
RT-PCR em sintomáticos: ideal 3º-7º dia após início dos sintomas.
O RT-PCR é o padrão-ouro para diagnóstico de infecção ativa por SARS-CoV-2. A janela ideal para coleta em sintomáticos é entre o 3º e o 7º dia, quando a carga viral é mais alta, maximizando a sensibilidade do teste.
O diagnóstico da infecção por coronavírus (SARS-CoV-2) é multifacetado, envolvendo aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O teste de Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa (RT-PCR) é considerado o padrão-ouro para detectar a presença do RNA viral e confirmar a infecção ativa. A sua acurácia, no entanto, depende da técnica de coleta, do transporte da amostra e, crucialmente, do momento da coleta em relação ao início dos sintomas. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é coletar o RT-PCR entre o 3º e o 7º dia após o início dos sintomas. Neste período, a carga viral nas vias aéreas superiores tende a ser mais elevada, otimizando a sensibilidade do teste e minimizando a ocorrência de falsos negativos. Coletas muito precoces ou tardias podem resultar em menor detecção viral. A imagem tomográfica pulmonar, embora útil para avaliar a extensão do acometimento pulmonar, não é patognomônica da COVID-19. Achados como vidro fosco podem ocorrer em outras patologias. Residentes devem integrar todos esses dados para uma abordagem diagnóstica precisa e um manejo adequado dos pacientes.
Nesse período, a replicação viral atinge seu pico, resultando em maior carga viral e, consequentemente, maior sensibilidade do teste RT-PCR, diminuindo a chance de falsos negativos.
Não. Testes rápidos (antígeno ou anticorpo) possuem menor sensibilidade que o RT-PCR, especialmente no início da infecção. Um resultado negativo não descarta a doença, sendo necessário considerar o contexto clínico e, por vezes, repetir o teste ou realizar um RT-PCR.
Não. Embora comum na COVID-19, o padrão de vidro fosco pode ser encontrado em outras condições pulmonares, como pneumonia por outros agentes, edema pulmonar ou doenças intersticiais.
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