Corrimento Vaginal: Diagnóstico Diferencial e Conduta

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, 25 anos, queixa-se de corrimento vaginal, com leve prurido e odor. Ao exame físico: presença de hiperemia nas paredes vaginais, corrimento branco- acinzentado, levemente bolhoso e com alguns grumos. Qual a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Microscopia da secreção
  2. B) Biologia molecular
  3. C) Tratamento com amplo espectro
  4. D) Cultura da secreção
  5. E) Colheita de citologia

Pérola Clínica

Corrimento branco-acinzentado, bolhoso, grumos, odor + prurido → Microscopia da secreção para diagnóstico.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito (corrimento branco-acinzentado, bolhoso, com grumos, prurido e odor) é sugestivo de uma infecção vaginal. A microscopia da secreção vaginal (exame a fresco) é a conduta mais adequada para diferenciar entre as principais causas, como vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase, permitindo um tratamento direcionado.

Contexto Educacional

O corrimento vaginal é uma queixa ginecológica extremamente comum, que pode ser causada por diversas condições, infecciosas ou não. As principais causas infecciosas incluem vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal e tricomoníase. Cada uma delas possui características clínicas e achados microscópicos distintos, tornando o diagnóstico diferencial crucial para um tratamento eficaz. A anamnese detalhada e o exame físico são os primeiros passos. A descrição do corrimento (cor, consistência, odor), a presença de prurido, dor ou disúria fornecem pistas importantes. No caso descrito, o corrimento branco-acinzentado, bolhoso, com grumos e odor, associado a prurido e hiperemia, sugere uma infecção, mas a diferenciação entre as etiologias requer exames complementares. A microscopia da secreção vaginal (exame a fresco) é a ferramenta diagnóstica mais rápida e custo-efetiva no consultório. Permite a visualização direta de elementos como células-chave, hifas, esporos e tricomonas, além da avaliação do pH vaginal e do teste de Whiff. Com base nesses achados, o tratamento específico pode ser instituído, evitando a abordagem empírica e suas potenciais desvantagens.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados na microscopia para diferenciar as causas de corrimento?

Na microscopia, a vaginose bacteriana é caracterizada por células-chave (clue cells) e ausência de lactobacilos; a candidíase por hifas e esporos de leveduras; e a tricomoníase por protozoários flagelados móveis (Trichomonas vaginalis).

Além da microscopia, quais outros testes auxiliam no diagnóstico do corrimento vaginal?

O pH vaginal é útil (elevado na vaginose e tricomoníase, normal na candidíase). O teste de Whiff (odor de peixe após KOH) é positivo na vaginose bacteriana. A cultura pode ser necessária para casos refratários ou atípicos de candidíase.

Qual a importância de um diagnóstico preciso antes do tratamento do corrimento?

Um diagnóstico preciso é fundamental para instituir o tratamento correto e eficaz, evitando o uso desnecessário de antibióticos ou antifúngicos, prevenindo a resistência e garantindo a resolução dos sintomas e a saúde vaginal da paciente.

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