UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Lactente de 32 dias de vida, apresenta coriza e tosse intermitente e prolongada há 1 semana, com cianose durante episódios de tosse. Ao exame físico, paciente hidratada, afebril, com frequência respiratória de 62 incursões por minuto e presença de tiragem intercostal, ausculta pulmonar com roncos esparsos. Exames laboratoriais evidenciam 25.000 leucócitos, com predomínio de linfócitos e 750.000 plaquetas, com Proteína C Reativa normal. RX de tórax com área cardíaca mal definida ( imagem em ""coração borrado"" ). Em relação ao caso descrito, assinale a principal hipótese diagnóstica e seu tratamento:
Lactente com tosse paroxística + cianose + leucocitose linfocitária + plaquetose → Coqueluche. Tto: Azitromicina.
O quadro clínico de um lactente jovem com tosse prolongada e paroxística, acompanhada de cianose, associado a leucocitose com linfocitose e plaquetose, é altamente sugestivo de coqueluche. O achado radiológico de 'coração borrado' pode ser inespecífico, mas não exclui o diagnóstico. O tratamento de escolha para coqueluche é com macrolídeos, sendo a Azitromicina a opção preferencial em lactentes devido ao perfil de segurança.
A coqueluche, causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente em lactentes jovens. Nesses pacientes, a apresentação clínica pode ser atípica, sem o clássico 'guincho' inspiratório, mas com episódios de tosse paroxística intensa que podem levar à cianose e apneia. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento e prevenir complicações graves, como pneumonia, convulsões e encefalopatia. O quadro clínico típico em lactentes inclui coriza e tosse intermitente e prolongada, que evolui para episódios paroxísticos com cianose. Ao exame físico, pode-se observar taquipneia e tiragem. Os exames laboratoriais são cruciais: a leucocitose com linfocitose absoluta e a plaquetose são achados característicos da coqueluche, enquanto a Proteína C Reativa (PCR) geralmente se mantém normal, diferenciando-a de outras infecções bacterianas. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados perihilares ou atelectasias, por vezes descritos como 'coração borrado'. O tratamento da coqueluche é feito com antibióticos macrolídeos, sendo a Azitromicina a droga de escolha em lactentes devido à sua eficácia e perfil de segurança. O tratamento precoce reduz a duração e a gravidade da doença, além de diminuir a transmissibilidade. A vacinação é a principal medida preventiva, e a imunização de gestantes (dTpa) é recomendada para proteger o lactente nos primeiros meses de vida, quando o risco de doença grave é maior.
Em lactentes, a coqueluche se manifesta com tosse prolongada e paroxística, que pode ser acompanhada de cianose, apneia e vômitos pós-tosse. O clássico 'guincho' inspiratório pode estar ausente em bebês muito jovens. Coriza e febre baixa podem preceder a fase paroxística.
Os achados laboratoriais típicos incluem leucocitose acentuada (geralmente >20.000-50.000/mm³) com predomínio de linfócitos (linfocitose absoluta), e frequentemente plaquetose. A Proteína C Reativa (PCR) costuma ser normal ou discretamente elevada, o que ajuda a diferenciar de pneumonias bacterianas típicas.
O tratamento de escolha para coqueluche é com antibióticos macrolídeos, como a Azitromicina. A Azitromicina é preferida em lactentes devido à sua posologia conveniente e menor risco de estenose hipertrófica do piloro em comparação com a eritromicina, especialmente em neonatos.
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