FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 30 anos, com histórico de múltiplos parceiros sexuais, apresenta lesões papilares na região anogenital. O método diagnóstico mais adequado para confirmar a presença de condiloma é:
Condiloma anogenital → Diagnóstico clínico + Teste ácido acético (vulvoscopia/peniscopia) para lesões subclínicas.
O diagnóstico de condiloma acuminado é primariamente clínico, baseado na inspeção das lesões. A aplicação de ácido acético durante a vulvoscopia, peniscopia ou anoscopia realça as lesões subclínicas, tornando-as esbranquiçadas (acetobrancas), o que auxilia na delimitação e confirmação diagnóstica.
O condiloma acuminado, causado pelo Papilomavírus Humano (HPV), é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. Caracteriza-se por lesões verrucosas na região anogenital, com alta prevalência em indivíduos sexualmente ativos. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo e prevenção da transmissão, além de identificar possíveis lesões pré-malignas associadas a subtipos de alto risco do HPV. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na inspeção visual das lesões. A vulvoscopia, peniscopia ou anoscopia com aplicação de ácido acético a 3-5% é um método auxiliar valioso. O ácido acético desidrata as células com alto teor de glicogênio e proteínas nucleares, como as infectadas pelo HPV, tornando-as esbranquiçadas (efeito acetobranco), o que permite a identificação de lesões subclínicas e a delimitação das margens das lesões visíveis. O tratamento visa a remoção das lesões, que pode ser feita por métodos químicos (podofilina, imiquimode), físicos (crioterapia, eletrocauterização, laser) ou cirúrgicos. A escolha depende do tamanho, número e localização das lesões, bem como da preferência do paciente e do médico. É importante orientar sobre a prevenção, incluindo o uso de preservativos e a vacinação contra o HPV, e a necessidade de acompanhamento devido à alta taxa de recorrência.
O condiloma acuminado se manifesta como lesões papilares, verrucosas, geralmente múltiplas, na região anogenital. Podem ser assintomáticas ou causar prurido e desconforto.
A aplicação de ácido acético torna as lesões por HPV, incluindo as subclínicas, acetobrancas, facilitando sua visualização e delimitação durante a vulvoscopia, peniscopia ou anoscopia.
A biópsia é reservada para lesões atípicas, ulceradas, pigmentadas, que não respondem ao tratamento ou em pacientes imunocomprometidos. O PCR é usado para tipagem viral, importante para estratificação de risco, mas não para o diagnóstico inicial de rotina.
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