Colelitíase: Ultrassonografia vs. Tomografia no Diagnóstico

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA em relação a colelitíase:

Alternativas

  1. A) O exame de tomografia computadorizada de abdome é superior a ultrassonografia de abdome no que se refere ao diagnóstico de colecistolitíase.
  2. B) No diagnóstico de coledocolitiase, a ressonância nuclear magnética apresenta sensibilidade de 95% e especificidade de 89%.
  3. C) Em um período de 20 anos de acompanhamento, 65% dos pacientes com diagnóstico de colecistolitíase permanecem assintomáticos.
  4. D) 80% dos cálculos da vesícula biliar são compostos predominantemente de colesterol na sua composição.
  5. E) Paciente diabético com diagnóstico de colecistolitíase sintomática deve ser operado o mais breve possível, visto que são mais propensos à colecistite aguda grave.

Pérola Clínica

USG é o padrão-ouro para colecistolitíase; TC é inferior para cálculos biliares.

Resumo-Chave

A ultrassonografia de abdome é o método de imagem de escolha e padrão-ouro para o diagnóstico de colecistolitíase devido à sua alta sensibilidade, especificidade, baixo custo e ausência de radiação. A tomografia computadorizada é menos sensível para detectar cálculos biliares, especialmente os de colesterol puro, que podem ser isodensos ao parênquima hepático.

Contexto Educacional

A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição prevalente que pode levar a diversas complicações, como colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar. O diagnóstico preciso e a compreensão das indicações de tratamento são essenciais para a prática médica. A fisiopatologia da colelitíase envolve a supersaturação da bile com colesterol ou bilirrubinato, levando à formação de cálculos. A maioria dos cálculos (cerca de 80%) é composta predominantemente de colesterol. O diagnóstico é primariamente realizado pela ultrassonografia de abdome, que é altamente eficaz. A ressonância nuclear magnética (colangiopancreatografia por ressonância - CPMR) é excelente para o diagnóstico de coledocolitíase, com alta sensibilidade e especificidade. A maioria dos pacientes com colelitíase permanece assintomática por longos períodos. A colecistectomia é indicada para pacientes sintomáticos e, em algumas situações específicas, para assintomáticos com alto risco de complicações, como pacientes diabéticos, devido à maior morbimortalidade associada à colecistite aguda nessa população.

Perguntas Frequentes

Qual o exame de imagem de escolha para diagnosticar colelitíase?

A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de escolha e padrão-ouro para o diagnóstico de colelitíase, com alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos na vesícula biliar.

Por que a tomografia computadorizada não é o melhor exame para colelitíase?

A TC é menos sensível para detectar cálculos biliares, especialmente os de colesterol puro, que podem não ser visíveis. Ela é mais útil para avaliar complicações como colecistite ou pancreatite biliar, ou para excluir outras causas de dor abdominal.

Quando a colecistectomia é indicada em pacientes diabéticos com colelitíase?

Pacientes diabéticos com colelitíase sintomática devem ser operados o mais breve possível devido ao maior risco de complicações graves, como colecistite aguda, gangrena ou perfuração, que podem ter desfechos piores nessa população.

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