Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
Paciente de 48 anos, portador de doença autoimune, em uso recente de corticoide associados a ciclosporina. Refere que apresenta febre e dor abdominal há uma semana, associado à diarreia aquosa de forte intensidade. Devido à suspeita de Clostridium, foram coletados alguns exames e iniciado tratamento após o resultado dos mesmos. Sobre essa condição, é INCORRETO afirmar:
C. difficile: GDH alta sensibilidade, mas não diferencia cepas toxigênicas de não toxigênicas.
A avaliação do GDH (glutamato desidrogenase) é um teste de triagem com alta sensibilidade para a presença de C. difficile, mas não é específico para cepas produtoras de toxinas. Um resultado positivo no GDH deve ser seguido por um teste de toxinas (EIA) ou NAAT para confirmar a infecção clinicamente relevante.
A infecção por Clostridium difficile (ICD) é uma causa comum de diarreia associada a antibióticos e uma preocupação crescente em ambientes de saúde, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou em uso de imunossupressores como corticoides e ciclosporina. A doença varia de diarreia leve a colite pseudomembranosa grave e megacólon tóxico, sendo crucial o diagnóstico e tratamento adequados para evitar morbidade e mortalidade. O diagnóstico da ICD envolve a detecção do microrganismo e/ou suas toxinas nas fezes. O teste de GDH (glutamato desidrogenase) é um ensaio imunoenzimático com alta sensibilidade para a presença de C. difficile, mas baixa especificidade, pois não distingue cepas toxigênicas das não toxigênicas. Por isso, um GDH positivo deve ser seguido por um teste de toxinas (EIA para toxinas A/B) ou, preferencialmente, por um NAAT (Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos), que detecta os genes das toxinas com alta sensibilidade e especificidade. As toxinas A e B são os principais fatores de virulência, e sua detecção é fundamental para o diagnóstico da doença ativa. O tratamento da ICD depende da gravidade. Para o primeiro episódio, a vancomicina oral e a fidaxomicina são as opções de escolha. A fidaxomicina, um antibiótico macrolídeo, tem demonstrado eficácia superior à vancomicina em alguns cenários, especialmente na prevenção de recorrências, e pode ser utilizada para o primeiro episódio. A interrupção do antibiótico que precipitou a infecção, se possível, é uma medida importante. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo essencial a vigilância em pacientes de risco.
O exame de maior sensibilidade para Clostridium difficile é o NAAT (Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos), que detecta o gene da toxina. O GDH tem alta sensibilidade para a presença do microrganismo, mas não para a produção de toxinas.
O GDH (glutamato desidrogenase) é uma enzima produzida por todas as cepas de C. difficile, tanto toxigênicas quanto não toxigênicas. Portanto, um resultado positivo indica apenas a presença da bactéria, não confirmando a produção de toxinas e, consequentemente, a doença.
Para o primeiro episódio de infecção por Clostridium difficile, as opções de tratamento incluem vancomicina oral ou fidaxomicina. A escolha depende da gravidade da doença e fatores de risco do paciente.
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