AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), pode-se afirmar que:
Diagnóstico TEA = clínico, baseado em observação, entrevista com pais e instrumentos específicos; não há biomarcador.
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamentalmente clínico, não existindo biomarcadores laboratoriais ou de imagem específicos. Ele se baseia na observação do comportamento da criança, na história de desenvolvimento relatada pelos pais e na aplicação de escalas e instrumentos padronizados que avaliam os critérios diagnósticos do DSM-5.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado globalmente, e o diagnóstico precoce é crucial para intervenções que melhorem o prognóstico e a qualidade de vida. O TEA é um espectro, o que significa que as manifestações e a gravidade variam amplamente entre os indivíduos. A fisiopatologia do TEA é complexa e multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Não há um biomarcador único e específico para o TEA. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação do comportamento da criança em diferentes contextos, entrevistas detalhadas com os pais ou cuidadores sobre o desenvolvimento e a história clínica, e a aplicação de instrumentos de rastreamento e avaliação padronizados, como o M-CHAT-R (Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised) e ADOS (Autism Diagnostic Observation Schedule). O tratamento do TEA é multidisciplinar e individualizado, focando em terapias comportamentais, educacionais e de desenvolvimento, como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicoterapia. O prognóstico é melhor com intervenção precoce e intensiva. É importante desmistificar informações incorretas, como a relação entre vacinas e autismo, que não possui respaldo científico e pode levar à diminuição da cobertura vacinal.
Os critérios incluem déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Não, atualmente não existem biomarcadores biológicos específicos (laboratoriais ou de imagem) que possam diagnosticar o TEA. O diagnóstico é exclusivamente clínico e comportamental.
Múltiplos estudos científicos de grande escala refutaram qualquer ligação entre vacinas (incluindo o mercúrio ou timerosal) e o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista. Essa é uma informação incorreta.
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