FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Pietra, 3 anos, apresenta, há quatro dias, tosse que piora à noite, secreção e obstrução nasal. No dia em que iniciou febre e queda do estado geral, foi levada ao consultório pediátrico. Constatou-se que, ao exame físico, estava eupneica, com hiperemia de vestíbulos nasais e faringe, apresentando gotejamento pós-nasal. O diagnóstico provável e o meio de obtê-lo são, respectivamente?
Rinossinusite aguda pediátrica → diagnóstico clínico (anamnese + exame físico), RX seios da face não é rotina.
A rinossinusite aguda em crianças é predominantemente um diagnóstico clínico. A anamnese detalhada, com atenção aos sintomas como tosse noturna, secreção e obstrução nasal, associada ao exame físico, são suficientes na maioria dos casos. Exames de imagem são reservados para casos atípicos ou complicações.
A rinossinusite aguda pediátrica é uma condição comum na prática pediátrica, caracterizada pela inflamação da mucosa nasal e dos seios paranasais. É frequentemente precedida por uma infecção viral de vias aéreas superiores. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações e o uso desnecessário de antibióticos. O diagnóstico da rinossinusite aguda em crianças é essencialmente clínico, baseado em uma anamnese detalhada e exame físico. Os critérios incluem a persistência de sintomas respiratórios (tosse, obstrução nasal, secreção) por mais de 10 dias sem melhora, ou a piora dos sintomas após uma melhora inicial, ou ainda o início abrupto de febre alta e secreção nasal purulenta. A inspeção da orofaringe pode revelar gotejamento pós-nasal. O tratamento é inicialmente sintomático, com lavagem nasal e analgésicos/antitérmicos. Antibióticos são indicados apenas em casos de rinossinusite bacteriana confirmada ou com alta suspeita, geralmente após falha do tratamento sintomático ou em casos de apresentação grave. A escolha do antibiótico deve considerar a epidemiologia local e os padrões de resistência.
Os principais sintomas incluem tosse (especialmente noturna), secreção nasal purulenta, obstrução nasal, febre e gotejamento pós-nasal. A persistência ou piora dos sintomas após 7-10 dias é um sinal de alerta.
O diagnóstico é primariamente clínico. O raio-X expõe a criança à radiação, tem baixa sensibilidade e especificidade em crianças pequenas devido à imaturidade dos seios paranasais e não altera a conduta na maioria dos casos.
A rinite geralmente apresenta sintomas mais leves e autolimitados, enquanto a rinossinusite é caracterizada por sintomas mais intensos, persistentes por mais de 10 dias ou com piora após uma melhora inicial, além de febre e secreção purulenta.
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