SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2017
Paciente feminina, de três anos de idade, foi atendida em consulta na unidade básica de saúde com histórico de tosse há 48 horas e febre de 38,8 °C. Ao exame físico, apresentou ausculta pulmonar com discretos estertores crepitantes na base do hemitórax direito, FR = 44 irpm e SO2 = 96%. Considerando essa hipótese clínica, julgue o item a seguir. A realização de raios X de tórax é necessária para a confirmação do diagnóstico e início do tratamento.
Pneumonia comunitária em crianças: diagnóstico clínico é suficiente para iniciar tratamento, RX tórax não é rotina em casos não graves.
Em crianças com suspeita de pneumonia comunitária e quadro clínico leve a moderado (sem sinais de gravidade), o diagnóstico é primariamente clínico. A radiografia de tórax não é necessária para iniciar o tratamento e deve ser reservada para casos atípicos, graves, com má resposta terapêutica ou para diferenciar de outras condições.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para um bom prognóstico. A avaliação clínica é a pedra angular para identificar casos suspeitos, sendo a taquipneia o sinal mais sensível e específico em crianças pequenas. A fisiopatologia envolve a infecção do parênquima pulmonar por vírus ou bactérias, levando a inflamação e consolidação. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de febre, tosse e, principalmente, taquipneia. A oximetria de pulso é fundamental para avaliar a saturação de oxigênio e identificar hipoxemia, um sinal de gravidade. O tratamento é empírico, com antibióticos, e a decisão de realizar radiografia de tórax deve ser criteriosa. Em casos leves a moderados, sem sinais de gravidade, a radiografia não é necessária para iniciar a terapia. Ela é reservada para situações de internação, falha terapêutica, suspeita de complicações ou quando há dúvida diagnóstica, evitando exposição desnecessária à radiação e otimizando o fluxo de atendimento.
Os sinais incluem taquipneia (principal), febre, tosse, tiragem intercostal e, por vezes, estertores à ausculta. A presença de taquipneia é um marcador sensível e crucial para o diagnóstico.
É indicada em casos graves, com má resposta ao tratamento inicial, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso), ou para diferenciar de outras patologias. Não é rotina em casos leves a moderados.
A conduta é o tratamento ambulatorial com antibióticos orais (ex: amoxicilina), hidratação e antitérmicos, com acompanhamento clínico rigoroso para avaliar a resposta terapêutica.
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