CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Uma mulher de 45 anos vem à consulta com queixa de dor nas mãos, com rigidez matinal em torno de 20 minutos. Relata dor semelhante em joelho esquerdo, que às vezes fica vermelho e inchado. Ao exame físico, há nódulos em interfalangianas distais e proximais das mãos, sem sinais de sinovite. Ambos os joelhos apresentam crepitação, no momento sem sinais flogísticos. A conduta mais adequada para esta paciente é:
Osteoartrite → rigidez matinal < 30 min + nódulos em IFD/IFP + crepitação. Conduta inicial = medidas não farmacológicas + analgésico simples.
O diagnóstico da osteoartrite é primariamente clínico. A presença de nódulos em interfalangianas distais (Heberden) e proximais (Bouchard), associada a uma rigidez matinal de curta duração (<30 min), aponta fortemente para OA, tornando desnecessária a investigação laboratorial para doenças inflamatórias na abordagem inicial.
A osteoartrite (OA), também conhecida como osteoartrose ou artrose, é a doença articular mais comum no mundo, caracterizada pela degeneração da cartilagem e alterações no osso subcondral. É uma condição crônica e progressiva, cuja prevalência aumenta com a idade, obesidade e histórico de trauma articular. O diagnóstico da OA é eminentemente clínico. A anamnese revela dor de caráter mecânico (piora com o esforço e melhora com o repouso) e rigidez matinal de curta duração, tipicamente inferior a 30 minutos. Ao exame físico, são característicos a crepitação articular, a limitação de movimento e, nas mãos, a presença de nódulos ósseos nas interfalangianas distais (Heberden) e proximais (Bouchard). Exames laboratoriais como VHS, PCR e fator reumatoide são geralmente normais e servem para o diagnóstico diferencial com artrites inflamatórias. O tratamento da osteoartrite é multifacetado e visa o alívio da dor e a melhora da função. A abordagem inicial deve priorizar medidas não farmacológicas, como educação do paciente, fisioterapia para fortalecimento muscular (especialmente do quadríceps na gonartrose) e perda de peso. A terapia farmacológica de primeira linha consiste em analgésicos simples, como paracetamol ou dipirona. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) devem ser reservados para períodos de agudização da dor, devido aos seus potenciais efeitos adversos.
Os sinais incluem dor que piora com o uso, rigidez matinal de curta duração (<30 min) e a presença de nódulos ósseos nas articulações interfalangianas distais (nódulos de Heberden) e proximais (nódulos de Bouchard).
A primeira linha combina medidas não farmacológicas, como fisioterapia para fortalecimento muscular e perda de peso, com o uso de analgésicos simples, como paracetamol ou dipirona. Anti-inflamatórios são reservados para crises.
A osteoartrite tipicamente envolve interfalangianas distais, tem rigidez matinal curta (<30 min) e é uma doença 'fria' (sem sinovite exuberante). A artrite reumatoide poupa as distais, tem rigidez matinal prolongada (>1 hora) e é uma poliartrite simétrica com sinovite.
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