UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Em relação à hérnia inguinal na criança, assinale a alternativa correta.
Hérnia inguinal pediátrica: Diagnóstico é clínico, cirurgia eletiva é a conduta padrão.
O diagnóstico da hérnia inguinal em crianças é predominantemente clínico, baseado na história de abaulamento intermitente na região inguinal e no exame físico. A palpação de uma massa redutível ou a sensação de 'seda' (sinal da seda) no cordão espermático são achados típicos.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, afetando principalmente meninos e sendo mais frequente à direita. Ela resulta da persistência do processo vaginal, uma evaginação do peritônio que acompanha o testículo em sua descida para o escroto. A importância clínica reside no risco de encarceramento e estrangulamento, que podem levar à isquemia e necrose do conteúdo herniário, como alças intestinais ou ovário. O diagnóstico da hérnia inguinal em crianças é eminentemente clínico. A história de um abaulamento intermitente na região inguinal, que aumenta com o choro ou esforço e desaparece espontaneamente ou com manobras de redução, é típica. Ao exame físico, a palpação de uma massa redutível ou o 'sinal da seda' (sensação de atrito de duas camadas de seda ao palpar o cordão espermático) são achados característicos. Exames complementares são raramente necessários para o diagnóstico. O tratamento da hérnia inguinal em crianças é cirúrgico, geralmente realizado de forma eletiva após o diagnóstico. A cirurgia consiste na ligadura alta do saco herniário (herniorrafia). Em casos de encarceramento, a redução manual pode ser tentada, mas se houver sinais de estrangulamento ou falha na redução, a cirurgia de urgência é imperativa para evitar complicações graves como necrose intestinal ou testicular.
O sinal mais comum é um abaulamento intermitente na região inguinal, que pode se tornar mais proeminente ao chorar, tossir ou fazer força. Em meninos, pode se estender até o escroto.
A cirurgia torna-se urgente em casos de encarceramento (hérnia irredutível) ou estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniário), que se manifestam com dor intensa, vômitos, irritabilidade e sinais de isquemia.
Em crianças, quase todas as hérnias inguinais são indiretas, resultantes da persistência do processo vaginal (conduto peritônio-vaginal). Hérnias diretas são raras na infância e geralmente associadas a defeitos da parede abdominal.
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