UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Mundialmente, cerca de 720 mil casos de hanseníase são relatados a cada ano e cerca de dois milhões de pessoas têm incapacidades relacionadas a essa doença. Ciente da importância dessa questão para a saúde pública, considere dentre as afirmações a seguir aquela que se constitui em evidência para a tomada de decisão para a prática clínica.
Diagnóstico hanseníase → exame neurológico detalhado de nervos periféricos (palpação, sensibilidade) é essencial para identificar lesões.
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade e/ou espessamento de nervos periféricos. O exame neurológico detalhado, incluindo a palpação de nervos específicos e o teste de sensibilidade em seus territórios de inervação, é fundamental para identificar as neuropatias características da doença e guiar a classificação e o tratamento.
A hanseníase, causada pelo *Mycobacterium leprae*, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços no tratamento, ainda representa um desafio de saúde pública global, com milhões de pessoas vivendo com incapacidades relacionadas à doença. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir deformidades. O diagnóstico da hanseníase é fundamentalmente clínico, baseado na tríade de sinais cardinais: lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento e/ou dor em nervos periféricos, e baciloscopia positiva (nem sempre presente). O exame neurológico detalhado é crucial e deve incluir a inspeção e palpação de nervos periféricos acessíveis (como ulnar, fibular comum, auricular magno, radial e tibial posterior) e o teste de sensibilidade em seus respectivos territórios. A identificação de espessamento nervoso e a confirmação de perda de sensibilidade são evidências fortes de neuropatia hansênica. A baciloscopia, quando positiva, confirma o diagnóstico e classifica a doença como multibacilar, mas um resultado negativo não exclui a hanseníase paucibacilar. O tratamento é feito com politerapia, e a adesão é vital para a cura e prevenção de reações hansênicas e incapacidades.
Os principais sinais incluem lesões cutâneas (manchas hipocrômicas ou avermelhadas) com alteração de sensibilidade (tátil, térmica e dolorosa), espessamento e dor em nervos periféricos, e, em casos avançados, deformidades e incapacidades.
A hanseníase é uma neuropatia infecciosa crônica, e o envolvimento dos nervos periféricos é uma característica patognomônica. A avaliação de espessamento e a perda de sensibilidade nos territórios de inervação nervosa são cruciais para o diagnóstico e para a classificação da doença.
A baciloscopia é utilizada para classificar a hanseníase em paucibacilar (PB), com até 5 lesões cutâneas e baciloscopia negativa, ou multibacilar (MB), com mais de 5 lesões ou baciloscopia positiva, independentemente do número de lesões. Essa classificação guia o esquema terapêutico.
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