Hanseníase: Exame Neurológico e Diagnóstico na Prática Clínica

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mundialmente, cerca de 720 mil casos de hanseníase são relatados a cada ano e cerca de dois milhões de pessoas têm incapacidades relacionadas a essa doença. Ciente da importância dessa questão para a saúde pública, considere dentre as afirmações a seguir aquela que se constitui em evidência para a tomada de decisão para a prática clínica.

Alternativas

  1. A) O exame clínico pode ser iniciado pelos nervos cutâneos. Nos nervos da face devem ser observados a simetria dos movimentos palpebrais e de sobrancelhas (nervo facial), seguidos, da avaliação quanto ao espessamento visível ou palpável dos nervos do pescoço (auricular), do punho (ramo dorsal dos nervos radial e ulnar), dos pés (fibular superficial e sural), dos nervos do cotovelo (ulnar), do joelho (fibular comum) e do tornozelo (tibial). Caso tenha sido identificado qualquer alteração nos nervos, a anormalidade deve ser confirmada com o teste da sensibilidade no território inervado.
  2. B) A hanseníase multibacilar (MB) mais frequentemente, manifesta-se por uma placa (mancha elevada em relação à pele adjacente) totalmente anestésica ou por placa com bordas elevadas, bem delimitadas e centro claro (forma de anel ou círculo). Com menor frequência, pode se apresentar como um único nervo espessado com perda total de sensibilidade no seu território de inervação.
  3. C) Cerca de 15% a 30% dos pacientes paucibacilares (PB) podem apresentar fenômenos agudos como primeira queixa da doença.
  4. D) No paciente paucibacilar (PB), ou seja, com hanseníase indeterminada ou tuberculoide, a baciloscopia é negativa. Mesmo quando positiva não deve ser reclassificado como MB.
  5. E) No paciente MB (hanseníase dimorfa e virchowiana), a baciloscopia normalmente é positiva. Caso seja negativa, o diagnóstico deve ser afastado.

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