DRGE em Crianças: Diagnóstico Clínico e Manejo

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

Qual o método ideal para se fazer o diagnóstico de doença do refluxo gastresofágico (DRGE) em crianças maiores e adolescentes?

Alternativas

  1. A) REED (Rx contrastado de esôfago, estômago e duodeno).
  2. B) História clínica bem feita.
  3. C) Cintilografia gastroesofágica.
  4. D) Ultrassonografia esofagogástrica.

Pérola Clínica

DRGE em crianças > 1 ano: diagnóstico primariamente clínico, baseado em sintomas típicos.

Resumo-Chave

Em crianças maiores e adolescentes, a história clínica detalhada é a base para o diagnóstico de DRGE, identificando sintomas como pirose, regurgitação e dor epigástrica. Exames complementares são reservados para casos atípicos, refratários ao tratamento ou para excluir outras patologias.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum em pediatria, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas ou complicações. Embora o refluxo fisiológico seja frequente em lactentes, a DRGE em crianças maiores e adolescentes apresenta-se de forma mais semelhante à dos adultos, com impacto significativo na qualidade de vida e, se não tratada, pode levar a esofagite, estenoses e, raramente, esôfago de Barrett. É crucial para residentes compreenderem a distinção e a abordagem diagnóstica adequada para evitar exames desnecessários. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e sensibilidade esofágica. O diagnóstico em crianças maiores e adolescentes é primariamente clínico, baseado na anamnese detalhada dos sintomas, como pirose, regurgitação, dor epigástrica e dor torácica. A resposta a uma terapia empírica com inibidores de bomba de prótons (IBP) pode reforçar a suspeita. Exames complementares, como pHmetria-impedanciometria ou endoscopia digestiva alta com biópsias, são reservados para casos com sinais de alarme, sintomas atípicos, refratariedade ao tratamento ou para descartar outras condições. O tratamento inicial da DRGE em crianças e adolescentes envolve modificações no estilo de vida e dieta. Em casos de sintomas persistentes, a terapia farmacológica com IBP é a primeira linha. É fundamental monitorar a resposta ao tratamento e reavaliar o diagnóstico se os sintomas não melhorarem. O prognóstico geralmente é bom com o manejo adequado, mas a cronicidade da doença exige acompanhamento. Residentes devem estar atentos aos sinais de alarme que indicam a necessidade de investigação mais aprofundada, como disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia ou sangramento gastrointestinal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos de DRGE em crianças maiores?

Os sintomas típicos incluem pirose (azia), regurgitação, dor epigástrica, dor torácica e, ocasionalmente, disfagia. Em adolescentes, os sintomas são mais semelhantes aos dos adultos.

Quando exames complementares são indicados para DRGE em pediatria?

Exames como pHmetria, impedanciometria ou endoscopia digestiva alta são indicados em casos de sintomas atípicos, refratariedade ao tratamento empírico, sinais de alarme (disfagia, perda de peso, anemia) ou para excluir outras condições.

Qual a diferença entre refluxo gastroesofágico fisiológico e DRGE em crianças?

O refluxo fisiológico é comum em lactentes, sem sintomas ou complicações significativas, e tende a melhorar com a idade. A DRGE, por outro lado, causa sintomas incômodos ou complicações, necessitando de intervenção.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo