AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Com relação à demência de Alzheimer é correto afirmar que:
Alzheimer: suspeitar em idoso com declínio insidioso e progressivo da memória e outras funções cognitivas.
A demência de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, sendo crucial a suspeita clínica baseada no padrão de declínio cognitivo. Embora biomarcadores sejam úteis, o diagnóstico inicial é clínico, focando na história de perda de memória e outras disfunções cognitivas.
A Demência de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência em idosos, caracterizada por um declínio cognitivo progressivo e insidioso que afeta a memória, linguagem, funções executivas e outras habilidades cognitivas. Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo um desafio de saúde pública global. O reconhecimento precoce é fundamental para o manejo e planejamento. A fisiopatologia envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau hiperfosforilada, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de declínio cognitivo e na exclusão de outras causas. Exames laboratoriais e de imagem, incluindo biomarcadores no LCR ou PET, podem apoiar o diagnóstico, mas não são essenciais para a suspeita inicial. O tratamento atual é sintomático, visando retardar a progressão e manejar os sintomas comportamentais. Fármacos como inibidores da colinesterase e memantina são utilizados. O prognóstico é de progressão contínua, com a doença levando à dependência total. É crucial o suporte ao paciente e cuidadores, além de intervenções não farmacológicas para melhorar a qualidade de vida.
Os primeiros sinais incluem declínio insidioso e progressivo da memória e de pelo menos outra função cognitiva, como linguagem, praxia ou gnosia, em um idoso.
Biomarcadores como beta-amiloide e tau no LCR ou PET amiloide são úteis para confirmar o diagnóstico em casos atípicos ou em pesquisa, mas não são mandatórios para o diagnóstico clínico inicial.
A diferenciação envolve a análise do padrão de declínio cognitivo, a presença de sintomas específicos (ex: parkinsonismo na demência por corpos de Lewy) e a exclusão de causas reversíveis de demência.
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