SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Para avaliação diagnóstica da cistite não complicada, usualmente solicitamos apenas o exame simples de urina. A urocultura é solicitada quando
Cistite não complicada: diagnóstico clínico + EAS. Urocultura se sintomas persistirem ou recorrerem < 4 semanas pós-tratamento.
Para cistite aguda não complicada em mulheres saudáveis, o diagnóstico é primariamente clínico e a urocultura não é rotineira. Ela se torna essencial em casos de falha terapêutica ou recidiva precoce (até 4 semanas), pois sugere um patógeno resistente.
A cistite aguda não complicada é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres, caracterizada por disúria, polaciúria e urgência miccional. Na mulher jovem, saudável e não grávida, o diagnóstico é eminentemente clínico, podendo ser confirmado por um exame simples de urina (EAS) que demonstre leucocitúria e/ou nitrito positivo. Nesse cenário, a solicitação de urocultura com antibiograma não é recomendada de rotina. A terapia é geralmente empírica, com antibióticos de curta duração (ex: fosfomicina, nitrofurantoína) que têm alta eficácia contra a Escherichia coli. A urocultura é um exame mais caro e demorado, sendo reservada para situações específicas. As principais indicações para solicitar uma urocultura incluem: suspeita de pielonefrite, ITUs complicadas (ex: em gestantes, homens), ou, como destacado na questão, a persistência ou recorrência dos sintomas dentro de duas a quatro semanas após o término do tratamento. Essa situação configura falha terapêutica, levantando a suspeita de um microrganismo resistente.
Os achados mais sugestivos de cistite no EAS são a presença de leucocitúria (piócitos), hematúria e um teste de nitrito positivo (indicando a presença de bactérias redutoras de nitrato, como E. coli). A bacteriúria também pode ser observada.
Uma ITU é considerada complicada em pacientes com anormalidades do trato urinário, homens, gestantes, diabéticos descompensados, ou imunossuprimidos. Nesses casos, a urocultura é sempre indicada.
Recidiva (ou relapse) é uma nova infecção pelo mesmo patógeno, geralmente ocorrendo dentro de 2-4 semanas após o tratamento, sugerindo falha na erradicação. Reinfecção é uma nova infecção por um patógeno diferente, que ocorre mais tardiamente.
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