Choque Hipovolêmico: Sinais e Diagnóstico Diferencial

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente tem pressão arterial de 70/50 mmHg e lactato sérico de 30 mg/100 mL (normal: 6-16). O débito cardíaco é de 1,9 L/min e a pressão venosa central é de 2 cm H2O. O diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) Insuficiência cardíaca congestiva.
  2. B)  Tamponamento cardíaco.
  3. C)  Choque hipovolêmico.
  4. D)  Choque séptico.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico = hipotensão + baixo DC + baixa PVC + lactato ↑.

Resumo-Chave

O choque hipovolêmico é caracterizado por uma redução crítica do volume intravascular, levando a hipotensão, baixo débito cardíaco e, classicamente, baixa pressão venosa central (pré-carga reduzida). O lactato elevado reflete a hipoperfusão tecidual e o metabolismo anaeróbico compensatório.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome de insuficiência circulatória aguda, caracterizada por hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio. É uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e tratamento rápidos. A classificação do choque em hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo (séptico, anafilático, neurogênico) é fundamental para guiar a conduta. O diagnóstico do choque hipovolêmico baseia-se na tríade de hipotensão, taquicardia e sinais de hipoperfusão, como lactato sérico elevado. A avaliação hemodinâmica, incluindo débito cardíaco e pressão venosa central (PVC), é crucial para diferenciar os tipos de choque. No choque hipovolêmico, a PVC é classicamente baixa (< 5 mmHg ou < 7 cm H2O) devido à redução do volume intravascular, enquanto o débito cardíaco está diminuído. O lactato elevado reflete a ativação do metabolismo anaeróbico em resposta à hipóxia tecidual. O tratamento do choque hipovolêmico consiste na rápida reposição volêmica com cristaloides, visando restaurar a pré-carga e a perfusão tecidual. A monitorização contínua dos parâmetros hemodinâmicos e do lactato sérico é essencial para avaliar a resposta ao tratamento. A identificação precoce e a intervenção agressiva são determinantes para o prognóstico, prevenindo a progressão para falência de múltiplos órgãos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros para diagnosticar choque?

O diagnóstico de choque baseia-se na presença de hipotensão (PA sistólica <90 mmHg ou PAM <65 mmHg) e sinais de hipoperfusão tecidual, como lactato sérico elevado, oligúria, alteração do estado mental e tempo de enchimento capilar prolongado.

Como o lactato sérico auxilia no diagnóstico e prognóstico do choque?

O lactato sérico é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico. Níveis elevados indicam que os tecidos não estão recebendo oxigênio suficiente, sendo um importante indicador de gravidade e resposta ao tratamento em todos os tipos de choque.

Qual a diferença entre choque hipovolêmico e choque cardiogênico nos parâmetros hemodinâmicos?

No choque hipovolêmico, há hipotensão, baixo débito cardíaco e baixa pressão venosa central (PVC) devido à redução da pré-carga. No choque cardiogênico, também há hipotensão e baixo débito cardíaco, mas a PVC é tipicamente elevada devido à falha do coração em bombear o sangue efetivamente, resultando em congestão.

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