UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Dirceu, 68 anos, tabagista desde os 16 anos, apresenta escarro hemoptóico há 15 dias. É portador de HAS e diabetes melitus. Ao exame físico observa-se emagrecimento, que é reafirmado pelo paciente, e palpa-se linfonodomegalia supraclavicular direito de aproximadamente 4 cm de diâmetro aderido aos planos profundos. O radiograma de tórax mostra massa espiculada de aproximadamente 5 cm, localizada no segmento anterior do lobo superior direito. A ultrassonografia de abdome superior demonstra 3 nódulos sólidos no lobo hepático direito e um nódulo na glândula suprarrenal direita de 4 cm. Qual o procedimento diagnóstico mais apropriado, rápido, eficiente e de menor custo-benefício indicado neste caso?
Câncer pulmão com metástases múltiplas → Biópsia do sítio mais acessível (ex: hepático guiado por USG) para diagnóstico.
Em casos de suspeita de câncer com metástases evidentes e acessíveis, a biópsia de um sítio metastático (como fígado ou linfonodo supraclavicular) é geralmente mais rápida, segura e custo-efetiva para confirmar o diagnóstico histopatológico do que a biópsia da lesão primária pulmonar, que pode ser mais invasiva.
O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais prevalentes e com alta mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à natureza insidiosa de seus sintomas. A hemoptise, perda de peso e linfonodomegalia supraclavicular são sinais de alerta importantes, especialmente em pacientes tabagistas. O estadiamento preciso é crucial para definir a conduta terapêutica e o prognóstico. A presença de metástases em órgãos como fígado e suprarrenal, juntamente com linfonodomegalia supraclavicular, indica doença avançada. Nesses casos, a prioridade diagnóstica é obter tecido para análise histopatológica e imuno-histoquímica de forma rápida e segura. A biópsia guiada por imagem de um sítio metastático acessível, como nódulos hepáticos por ultrassonografia, é a abordagem mais eficiente e com menor risco, permitindo a confirmação do diagnóstico e a identificação do tipo histológico, que é fundamental para a terapia-alvo. O manejo do câncer de pulmão metastático é complexo e envolve uma equipe multidisciplinar. A confirmação histopatológica é o primeiro passo essencial, seguida por testes moleculares para identificar mutações acionáveis. O tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, dependendo do tipo histológico e do perfil molecular do tumor. A escolha do procedimento diagnóstico deve sempre equilibrar a acurácia, a segurança do paciente e a rapidez na obtenção do resultado.
Sinais incluem tosse persistente, hemoptise, perda de peso inexplicada, dor torácica, dispneia e linfonodomegalia palpável, especialmente supraclavicular. A presença de múltiplos nódulos em outros órgãos sugere metástase.
A biópsia de uma metástase acessível, como hepática guiada por ultrassom, é frequentemente menos invasiva, mais rápida e com menor risco de complicações do que a biópsia de uma lesão pulmonar primária, fornecendo o diagnóstico histopatológico necessário para o planejamento terapêutico.
Radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são iniciais. TC de abdome superior, ressonância magnética de crânio e PET-CT são fundamentais para avaliar a extensão da doença e identificar metástases em outros órgãos.
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