UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Paciente, 45 anos, não tabagista, bom estado geral, com relato de dispneia progressiva nos últimos quatro meses, associado a tosse, agora com hemoptise. Realiza exames de imagem torácica, revelando lesão nodular hilar esquerda, com atelectasia parcial de lobo inferior esquerdo. A melhor conduta diagnóstica a seguir é:
Lesão hilar com atelectasia e hemoptise → alta suspeita de tumor brônquico central → Broncoscopia para diagnóstico.
A presença de uma lesão nodular hilar, associada a atelectasia parcial e sintomas como dispneia, tosse e hemoptise, é altamente sugestiva de uma neoplasia brônquica central. A broncoscopia é o método diagnóstico de escolha, pois permite a visualização direta da lesão, coleta de material para biópsia (histopatológico e citológico) e lavados brônquicos, além de possibilitar a avaliação da extensão da lesão na via aérea.
Lesões hilares pulmonares, especialmente quando associadas a sintomas como dispneia progressiva, tosse, hemoptise e achados radiológicos de atelectasia, devem levantar forte suspeita de malignidade, sendo o carcinoma broncogênico a causa mais comum. A idade do paciente, o histórico de tabagismo (embora ausente neste caso) e a progressão dos sintomas são fatores importantes na avaliação clínica. A atelectasia parcial do lobo inferior esquerdo indica uma obstrução brônquica, que pode ser causada pela própria massa tumoral ou por compressão extrínseca de linfonodos aumentados. A broncoscopia é o método diagnóstico de escolha para lesões hilares e endobrônquicas. Este procedimento permite ao médico visualizar diretamente as vias aéreas, identificar a lesão, avaliar sua extensão e coletar amostras de tecido (biópsia), células (escovado) e secreções (lavado brônquico) para análise histopatológica e citológica. A acurácia diagnóstica da broncoscopia para tumores centrais é alta, e ela também pode ser utilizada para estadiamento e, em alguns casos, para desobstrução paliativa. Outras opções diagnósticas, como a biópsia guiada por tomografia, são mais adequadas para lesões pulmonares periféricas. A videopleuroscopia é indicada para doenças pleurais. A lobectomia é um tratamento cirúrgico, não uma conduta diagnóstica inicial, e o acompanhamento seria inadequado diante de um quadro clínico tão sugestivo de doença grave. Portanto, a broncoscopia é a etapa fundamental para estabelecer o diagnóstico e guiar o tratamento subsequente.
Sintomas comuns incluem tosse persistente, dispneia progressiva, hemoptise, dor torácica, perda de peso e infecções respiratórias de repetição devido à obstrução brônquica. A atelectasia é um sinal radiológico importante.
A broncoscopia permite a visualização direta da lesão dentro dos brônquios principais ou lobares, possibilitando a coleta de biópsias, escovados e lavados brônquicos. É altamente eficaz para lesões centrais e pode avaliar a extensão da doença na via aérea.
Os diagnósticos diferenciais incluem carcinoma broncogênico (o mais comum), linfonodos aumentados (linfoma, tuberculose, sarcoidose), tumores benignos (carcinoide), e, menos frequentemente, infecções fúngicas ou granulomatosas.
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