Câncer de Reto: Diagnóstico com Colonoscopia e Biópsia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Um homem com 58 anos de idade foi atendido em ambulatório de hospital secundário. Relatava sangramento e muco nas fezes, referia também alteração do hábito intestinal, com aumento do número de evacuações há 5 meses. O exame físico geral não apresentava particularidades e o toque retal evidenciou tumoração na parede posterior do reto, aproximadamente 7 cm acima da borda anal. Com base nos dados apresentados, a alternativa correta sobre o exame necessário para definir a conduta a ser seguida é 

Alternativas

  1. A) ultrassonografia endorretal.
  2. B) ressonância nuclear magnética endorretal. 
  3. C) enema baritado com duplo contraste.
  4. D) colonoscopia com biópsia.

Pérola Clínica

Suspeita de câncer colorretal (sangramento, muco, alteração hábito, massa ao toque) → Colonoscopia com biópsia para diagnóstico histopatológico.

Resumo-Chave

Diante de sintomas sugestivos de câncer colorretal (sangramento, muco, alteração do hábito intestinal) e achado de massa ao toque retal, a colonoscopia com biópsia é o exame essencial para confirmar o diagnóstico histopatológico da lesão e permitir o planejamento da conduta. Os outros exames são para estadiamento ou têm menor acurácia diagnóstica.

Contexto Educacional

A suspeita de câncer colorretal, especialmente de reto, é uma situação clínica comum e exige uma abordagem diagnóstica precisa e rápida. Os sintomas apresentados pelo paciente – sangramento e muco nas fezes, alteração do hábito intestinal e uma massa palpável ao toque retal – são altamente sugestivos de uma neoplasia retal e demandam investigação imediata. O toque retal é um exame físico simples, mas de extrema importância, que pode identificar lesões no reto distal. No entanto, para confirmar a natureza da lesão e obter um diagnóstico histopatológico definitivo, a colonoscopia com biópsia é o padrão-ouro. Este procedimento permite não apenas a visualização direta da tumoração, mas também a coleta de fragmentos para análise patológica, que é essencial para determinar se a lesão é benigna ou maligna e, em caso de malignidade, qual o tipo histológico. Exames como a ultrassonografia endorretal e a ressonância nuclear magnética endorretal são cruciais para o estadiamento local do câncer de reto, avaliando a profundidade da invasão da parede retal e o envolvimento de linfonodos regionais, o que guia a decisão terapêutica (cirurgia, radioterapia, quimioterapia neoadjuvante). O enema baritado, embora já utilizado, tem menor sensibilidade e especificidade para lesões pequenas e não permite biópsia, sendo amplamente substituído pela colonoscopia. Portanto, para definir a conduta inicial, o diagnóstico histopatológico é primordial, e este é obtido pela colonoscopia com biópsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de alerta para câncer de reto?

Os sintomas de alerta para câncer de reto incluem sangramento retal, muco nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente), tenesmo, dor abdominal e perda de peso inexplicada.

Por que a colonoscopia com biópsia é o exame inicial para câncer de reto?

A colonoscopia permite a visualização direta da lesão, a avaliação de outras áreas do cólon e reto para pólipos ou outras lesões sincrônicas, e a coleta de material para biópsia, que é fundamental para o diagnóstico histopatológico e confirmação da malignidade.

Qual o papel da ultrassonografia endorretal e da ressonância magnética no câncer de reto?

A ultrassonografia endorretal e a ressonância magnética pélvica são exames de estadiamento local, utilizados após o diagnóstico histopatológico para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede retal e o envolvimento de linfonodos regionais, auxiliando no planejamento terapêutico.

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