HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015
Um homem de 75 anos de idade foi atendido no posto de saúde com história de dor abdominal tipo cólica de leve a moderada intensidade há cerca de um mês. Referiu que apresentava hematoquezia há cerca de três meses e que, há duas semanas, notou tumor na fossa ilíaca esquerda de +/- 10 cm de diâmetro. Negou febre e referiu astenia e perda de cerca de 10% de seu peso habitual nos últimos dois meses. Negou antecedentes familiares de neoplasias, diabetes e doenças cardiológicas. Considerando esse caso e a hipótese diagnóstica de câncer no cólon, assinale a alternativa CORRETA:
Câncer colorretal: Colonoscopia com biópsia é padrão ouro para diagnóstico e estadiamento inicial.
A colonoscopia permite a visualização direta da lesão, a coleta de material para análise histopatológica e a identificação de outras lesões sincrônicas, sendo fundamental para confirmar a hipótese diagnóstica de câncer de cólon e planejar a conduta.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma importante causa de morbimortalidade global. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente em indivíduos acima de 50 anos, embora casos em jovens estejam em ascensão. A maioria dos casos é esporádica, mas fatores genéticos e ambientais, como dieta e estilo de vida, desempenham um papel crucial em sua patogênese. A detecção precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A suspeita de CCR surge a partir de sintomas como alteração do hábito intestinal, sangramento retal (hematoquezia), dor abdominal tipo cólica, perda de peso inexplicada, astenia e anemia ferropriva. Em casos mais avançados, pode-se palpar uma massa abdominal. O diagnóstico definitivo é realizado pela colonoscopia com biópsia, que permite a visualização direta da lesão e a análise histopatológica. Exames de imagem como tomografia computadorizada são importantes para o estadiamento. O tratamento do CCR é multimodal, envolvendo cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia (especialmente para câncer de reto). A escolha da terapia depende do estágio da doença. O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral utilizado no seguimento pós-tratamento para monitorar a recorrência, mas não é recomendado para rastreamento devido à sua baixa sensibilidade e especificidade.
Os sintomas incluem alteração do hábito intestinal, sangramento retal (hematoquezia), dor abdominal tipo cólica, perda de peso inexplicada, astenia e anemia. Em casos avançados, pode haver massa abdominal palpável.
A colonoscopia é o exame padrão ouro, permitindo a visualização direta da lesão, a coleta de biópsias para confirmação histopatológica e a remoção de pólipos pré-malignos, além de identificar lesões sincrônicas.
Não, o CEA não é recomendado para rastreamento devido à sua baixa sensibilidade e especificidade. Sua principal utilidade é no seguimento de pacientes já diagnosticados e tratados, para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrências.
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