UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente com início súbito há três horas de perda de força em membros, fala arrastada, dificuldade visual e cefaleia. Considerando-se o diagnóstico mais provável, a principal conduta a seguir seria:
Suspeita de AVC agudo → TC de crânio sem contraste (diferenciar isquêmico/hemorrágico).
Em um paciente com início súbito de sintomas neurológicos focais sugestivos de AVC, a prioridade é realizar uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste. Este exame é essencial para diferenciar um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, o que determina as opções de tratamento subsequentes, como a trombólise.
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência médica caracterizada por um início súbito de déficit neurológico focal, resultante de uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro (AVC isquêmico) ou de um sangramento cerebral (AVC hemorrágico). É uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em todo o mundo, e o reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para otimizar o prognóstico. A apresentação clínica clássica de um AVC envolve sintomas como perda de força em um lado do corpo, fala arrastada (disartria), dificuldade para compreender (afasia), alterações visuais e, por vezes, cefaleia súbita e intensa. O tempo é cérebro no manejo do AVC, e a conduta inicial mais importante é a realização de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste. A TC de crânio sem contraste permite diferenciar rapidamente entre um AVC isquêmico (que geralmente não mostra alterações nas primeiras horas) e um AVC hemorrágico (que é visível como hiperdensidade). Essa distinção é vital, pois a administração de agentes trombolíticos (como o rTPA) é indicada apenas para AVC isquêmico dentro da janela terapêutica e é contraindicada em AVC hemorrágico, onde poderia agravar o sangramento.
Os sinais de alerta incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, desvio da rima labial, dificuldade visual súbita e cefaleia intensa sem causa aparente.
A TC de crânio sem contraste é crucial para diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, pois o tratamento (trombólise para isquêmico vs. manejo conservador/cirúrgico para hemorrágico) é drasticamente diferente e tempo-dependente.
A janela terapêutica é o período de tempo em que a trombólise com rTPA pode ser administrada com segurança e eficácia (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas), sendo fundamental para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico.
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