UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino de 35 anos com diagnóstico de Asma desde a infância procura o pronto atendimento por sintomas diários de tosse seca logo ao acordar associados a desconforto torácico e falta de ar. Ao exame físico, encontra-se taquipneica e à asculta pulmonar, presença de sibilos. Sobre a asma, é correto afirmar:
Diagnóstico asma = Espirometria com distúrbio obstrutivo + resposta broncodilatadora positiva.
O diagnóstico de asma é clínico-funcional. A espirometria com teste broncodilatador é essencial para confirmar a obstrução reversível das vias aéreas, característica da doença, antes de iniciar o tratamento de controle.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns globalmente e no Brasil, afetando significativamente a qualidade de vida e gerando custos elevados para o sistema de saúde. O diagnóstico da asma é baseado na história clínica de sintomas respiratórios variáveis (tosse, sibilância, dispneia, aperto no peito) e na demonstração objetiva da limitação do fluxo aéreo e sua reversibilidade. A espirometria com teste broncodilatador é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, mostrando um distúrbio ventilatório obstrutivo com resposta broncodilatadora positiva. É fundamental realizar a espirometria antes de iniciar o tratamento de controle, pois o uso de medicamentos pode mascarar a obstrução e dificultar a confirmação diagnóstica. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar, com base em corticosteroides inalatórios e broncodilatadores.
A espirometria é crucial para documentar o diagnóstico de asma, evidenciando um distúrbio ventilatório obstrutivo que é total ou parcialmente reversível após a administração de um broncodilatador.
Uma resposta broncodilatadora positiva é definida por um aumento no VEF1 ou CVF de pelo menos 12% e 200 mL em relação ao valor basal após a inalação de um broncodilatador de curta ação.
Sim, a asma é uma doença respiratória crônica de alta prevalência no Brasil, afetando milhões de pessoas de todas as idades, embora seja mais comum em crianças e adolescentes.
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