Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2017
Sobre a asma em crianças, é CORRETO afirmar que:
Asma em crianças < 5 anos → diagnóstico é clínico devido à dificuldade de testes objetivos.
O diagnóstico de asma em crianças pequenas (especialmente < 5 anos) é desafiador devido à dificuldade em realizar testes de função pulmonar objetivos, como a espirometria. Nesses casos, a avaliação clínica dos sintomas e a resposta ao tratamento são os pilares do diagnóstico.
A asma é a doença crônica mais comum na infância, impactando significativamente a qualidade de vida das crianças e suas famílias. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para um manejo adequado e para prevenir complicações. No entanto, o diagnóstico de asma em crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, apresenta desafios únicos devido à heterogeneidade dos sintomas e às limitações dos testes diagnósticos. Em crianças menores de 5 anos, a apresentação clínica da asma pode ser inespecífica, com sintomas como tosse e sibilância que são comuns em infecções virais respiratórias. A espirometria e os testes de broncoprovocação, que são pilares diagnósticos em adultos e crianças maiores, são difíceis de realizar em pré-escolares devido à falta de cooperação. Portanto, o diagnóstico nessa faixa etária é predominantemente clínico, baseado na história de sintomas recorrentes e na resposta ao tratamento empírico. Para crianças maiores (geralmente a partir dos 5-6 anos), a espirometria com teste broncodilatador torna-se uma ferramenta diagnóstica valiosa, demonstrando a obstrução reversível do fluxo aéreo. O diagnóstico de asma em crianças exige uma abordagem cuidadosa, considerando a idade, a frequência e gravidade dos sintomas, os fatores desencadeantes e a história familiar, para diferenciar a asma de outras condições respiratórias.
Em crianças menores de 5 anos, a dificuldade reside na incapacidade de realizar manobras respiratórias cooperativas para testes de função pulmonar como a espirometria, tornando o diagnóstico mais dependente da avaliação clínica e da resposta terapêutica.
Os critérios incluem episódios recorrentes de sibilância, tosse, dispneia e opressão torácica, especialmente noturnos ou desencadeados por exercícios, alérgenos ou infecções virais, e a resposta favorável a broncodilatadores.
A espirometria é um teste objetivo valioso para crianças maiores (geralmente > 5-6 anos) que conseguem cooperar. Ela mede a limitação do fluxo aéreo e a reversibilidade após broncodilatador, confirmando o diagnóstico.
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