FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020
Mulher, 32 anos, com queixa de tosse, dispneia, sobretudo à noite ou nas primeiras horas da manhã. Relata que os sintomas são relacionados a odores fortes, exercício físico e ocorrem duas vezes na semana. Apresentou sintomas semelhantes durante a primeira gestação há quatro anos. Considerando esse caso clínico, a alternativa que contém o exame complementar a ser solicitado é
Tosse/dispneia noturna/matinal, gatilhos (exercício/odores), sintomas 2x/semana = Asma. Espirometria é padrão-ouro.
O quadro clínico de tosse, dispneia (principalmente noturna ou matinal), e sibilância, associado a gatilhos como odores fortes e exercício físico, com frequência de sintomas duas vezes por semana, é altamente sugestivo de asma brônquica. A espirometria é o exame complementar padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, demonstrando obstrução reversível das vias aéreas.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Para residentes, o reconhecimento e manejo da asma são competências essenciais, dada sua prevalência e o impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico da asma é primariamente clínico, baseado na história de sintomas respiratórios recorrentes como tosse, dispneia, sibilância e aperto no peito, que variam em intensidade e frequência, e são frequentemente desencadeados por fatores específicos (exercício, alérgenos, irritantes). A piora noturna ou matinal é um achado característico. No entanto, para a confirmação diagnóstica e para excluir outras condições, a espirometria é indispensável. A espirometria mede volumes e fluxos pulmonares, revelando a obstrução do fluxo aéreo e sua reversibilidade após a inalação de um broncodilatador. Este teste objetivo é crucial para o diagnóstico, classificação da gravidade e monitoramento da resposta ao tratamento. O manejo da asma envolve o controle dos gatilhos, educação do paciente e farmacoterapia, que pode incluir broncodilatadores de curta e longa ação, e corticosteroides inalatórios. A compreensão desses aspectos é vital para o cuidado integral do paciente asmático e para a preparação para exames de residência.
Os sintomas clássicos da asma incluem tosse (geralmente seca e persistente), dispneia (falta de ar), sibilância (chiado no peito) e aperto no peito. Esses sintomas frequentemente pioram à noite ou nas primeiras horas da manhã e podem ser desencadeados por alérgenos, exercício, infecções respiratórias ou irritantes.
A espirometria é o padrão-ouro porque avalia a função pulmonar e pode demonstrar a obstrução do fluxo aéreo, caracterizada pela diminuição do VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e da relação VEF1/CVF (capacidade vital forçada). A reversibilidade dessa obstrução após a administração de um broncodilatador confirma o diagnóstico de asma.
Os principais gatilhos para crises de asma incluem alérgenos (pólen, ácaros, pelos de animais), irritantes (fumaça de cigarro, poluição, odores fortes), infecções respiratórias virais, exercício físico, mudanças climáticas, estresse e alguns medicamentos (como anti-inflamatórios não esteroides).
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