IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Um paciente de 28 anos procura atendimento com queixas de dispneia aos esforços, sibilos e tosse seca. Ao exame físico, não há alterações relevantes. Qual o exame complementar mais indicado para confirmar o diagnóstico de asma nesse caso?
Suspeita clínica de asma (dispneia, sibilos, tosse) → Confirmação diagnóstica com espirometria mostrando obstrução reversível ao broncodilatador.
O diagnóstico de asma requer a demonstração objetiva de limitação variável ao fluxo aéreo. A espirometria com prova broncodilatadora é o exame padrão-ouro, sendo positiva se houver um aumento do VEF1 ≥ 12% e ≥ 200 mL após a inalação de um broncodilatador de curta ação.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiper-responsividade brônquica e limitação variável ao fluxo aéreo. Clinicamente, manifesta-se por episódios recorrentes de sibilos, dispneia, aperto no peito e tosse. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando crianças e adultos, com impacto significativo na qualidade de vida. O diagnóstico da asma é baseado em uma combinação da história clínica sugestiva e da demonstração objetiva da limitação reversível do fluxo aéreo. Embora os sintomas sejam a base da suspeita, eles não são específicos. Portanto, a confirmação por meio de testes de função pulmonar é fundamental. O exame de escolha é a espirometria com prova broncodilatadora. Este teste mede os volumes e fluxos de ar e avalia a resposta a um broncodilatador de curta ação (como o salbutamol). Um diagnóstico de asma é confirmado se a espirometria inicial mostrar um padrão obstrutivo (relação VEF1/CVF reduzida) que reverte significativamente após o uso do broncodilatador. A reversibilidade é definida por um aumento do VEF1 de, no mínimo, 12% e 200 mL em relação ao valor basal. Em casos de espirometria normal, mas com alta suspeita clínica, outros testes como o teste de broncoprovocação podem ser utilizados para avaliar a hiper-responsividade das vias aéreas.
Os sintomas típicos incluem episódios recorrentes de dispneia, sibilos (chiado no peito), aperto no peito e tosse, que geralmente pioram à noite ou nas primeiras horas da manhã e são desencadeados por fatores como exercícios, alérgenos ou infecções virais.
Uma prova positiva demonstra que a obstrução das vias aéreas é reversível, o que é característico da asma. O critério para positividade é um aumento no Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) de pelo menos 12% E de 200 mL em valor absoluto, após a administração de um broncodilatador.
Este teste é indicado quando a suspeita clínica de asma é alta, mas a espirometria com prova broncodilatadora é normal ou inconclusiva. Ele avalia a hiper-responsividade brônquica, uma característica da asma, e um resultado negativo tem alto valor preditivo para excluir o diagnóstico.
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