PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Sobre o diagnóstico da asma, podemos afirmar CORRETAMENTE que:
Diagnóstico asma: maior variação VEF1/PFE → maior assertividade. Infecções virais e crises graves podem gerar falsos negativos.
A assertividade do diagnóstico de asma aumenta com a demonstração de variabilidade significativa no VEF1 (Volume Expiratório Forçado no 1º segundo) ou PFE (Pico de Fluxo Expiratório). É crucial considerar que infecções virais ou crises asmáticas graves podem mascarar a reversibilidade do broncoespasmo, levando a resultados falso-negativos nos testes diagnósticos.
O diagnóstico da asma é essencialmente clínico, baseado na história de sintomas respiratórios recorrentes (sibilância, tosse, dispneia, aperto no peito) que variam em intensidade e são desencadeados por fatores específicos. A confirmação objetiva da obstrução variável do fluxo aéreo é feita por testes de função pulmonar, como a espirometria, que avalia o Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1) e o Pico de Fluxo Expiratório (PFE). A assertividade do diagnóstico de asma aumenta significativamente quanto maior for a variação do VEF1 ou PFE, seja após a administração de um broncodilatador (teste de broncodilatação) ou na monitorização diária do PFE. Uma melhora de 12% e 200 mL no VEF1 após broncodilatador é considerada significativa. A variabilidade diária do PFE acima de 20% também é um forte indicativo. É crucial estar ciente de que infecções virais respiratórias e crises asmáticas graves podem afetar a reversibilidade do broncoespasmo, levando a resultados falso-negativos nos testes de função pulmonar. Nesses cenários, a inflamação intensa pode limitar a resposta aos broncodilatadores, exigindo uma abordagem diagnóstica mais cuidadosa, que pode incluir um período de tratamento empírico e reavaliação posterior.
A variação significativa do VEF1 (Volume Expiratório Forçado no 1º segundo) ou PFE (Pico de Fluxo Expiratório) ao longo do tempo ou após o uso de broncodilatador é um critério diagnóstico fundamental para a asma, indicando a reversibilidade da obstrução das vias aéreas.
Infecções virais podem causar inflamação e hiperresponsividade brônquica, mas também podem mascarar a reversibilidade do broncoespasmo. Isso pode levar a resultados falso-negativos nos testes de função pulmonar, dificultando o diagnóstico de asma durante ou logo após um quadro infeccioso.
Sim, crises asmáticas graves podem interferir nas provas diagnósticas. Durante uma crise, a obstrução é máxima e a capacidade de reversibilidade pode estar diminuída, levando a resultados que não demonstram a variabilidade característica da asma e, consequentemente, a falsos negativos.
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