UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 18 anos apresenta dispneia esporádica aos esforços, associada a tosse seca e sibilos, principalmente pela manhã, há 3 meses. Refere sintomas de rinite, atualmente controlados. Exame físico: BEG, acianótica, PA 110 x 80 mmHg, FC 80 bpm, FR 15 irpm, oximetria de pulso em ar ambiente 97%. Pico de fluxo expiratório 230 L/min (60% do predito). Espirometria apresenta-se a seguir:É correto afirmar que
Asma = Obstrução ventilatória reversível ao broncodilatador + sintomas típicos (dispneia, tosse, sibilos).
O diagnóstico de asma em adultos é clínico e funcional, caracterizado por sintomas respiratórios variáveis e um distúrbio ventilatório obstrutivo na espirometria que demonstra reversibilidade significativa após a administração de um broncodilatador. A gravidade é classificada pelo VEF1 pós-broncodilatador.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica, limitação variável e reversível do fluxo aéreo e sintomas respiratórios como dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas globalmente. A importância clínica reside no seu impacto significativo na qualidade de vida, na necessidade de manejo contínuo e na prevenção de exacerbações que podem ser graves e até fatais. A fisiopatologia da asma envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, levando à inflamação das vias aéreas, remodelamento brônquico e broncoconstrição. O diagnóstico é baseado na história clínica (sintomas variáveis, gatilhos, padrão circadiano) e na demonstração objetiva da limitação do fluxo aéreo e sua reversibilidade. A espirometria é o exame padrão-ouro, mostrando um distúrbio ventilatório obstrutivo (relação VEF1/CVF reduzida) que melhora significativamente após a administração de um broncodilatador (aumento de VEF1 > 12% e > 200 mL). O pico de fluxo expiratório também é útil para monitoramento. O tratamento da asma é escalonado e visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, utilizando broncodilatadores de curta e longa ação e corticosteroides inalatórios. A classificação da gravidade (leve, moderada, grave) e do nível de controle (controlada, parcialmente controlada, não controlada) orienta a escolha terapêutica. A comorbidade com rinite é comum e deve ser abordada, pois o tratamento da rinite pode melhorar o controle da asma. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a adesão ao tratamento e a educação do paciente são fundamentais.
O diagnóstico de asma pela espirometria requer a presença de um distúrbio ventilatório obstrutivo (relação VEF1/CVF < 0,7 ou < Limite Inferior da Normalidade) que seja reversível. A reversibilidade é definida por um aumento no VEF1 e/ou CVF de > 12% e > 200 mL após a inalação de um broncodilatador de curta ação.
A gravidade da obstrução na asma é classificada principalmente pelo valor do VEF1 pós-broncodilatador. Por exemplo, VEF1 ≥ 80% do predito é leve, 60-79% é moderado, e < 60% é grave. Essa classificação ajuda a guiar o tratamento e o manejo da doença.
O pico de fluxo expiratório (PFE) é uma medida simples que o paciente pode realizar em casa para monitorar a função pulmonar. Valores reduzidos do PFE, especialmente pela manhã, podem indicar piora do controle da asma ou exacerbação, auxiliando no ajuste da medicação e na identificação de gatilhos.
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