ENARE/ENAMED — Prova 2025
Alice, 30 anos, chega à unidade básica de saúde com tosse seca, chiado no peito e dispneia aos grandes esforços, com piora à noite. Não tem história de febre, não apresenta perda de peso e a mucosa nasal está sem alterações. Piora com a fumaça de cigarro do marido. Ao exame pulmonar, apresenta tosse, murmúrio vesicular e sibilos difusos, especialmente na expiração forçada. Não apresenta outras alterações. Pesa 60 kg, tem 1,60 m de altura, seu IMC é 21,5 kg/m², a FC está em 77 bpm e a FR, em 15 irpm. O exame cardiovascular indica ritmo regular em 2 tempos, sem sopro e sem alteração de ictus. O abdômen está normotenso, depressível, sem organomegalias ou ruídos hidroaéreos presentes.O diagnóstico provável é:
Tosse, chiado, dispneia, piora noturna/com gatilhos (fumaça) e sibilos expiratórios em jovem → Asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. A apresentação clássica inclui tosse (seca), chiado no peito, dispneia e opressão torácica, com sintomas que pioram à noite ou em resposta a gatilhos como fumaça, alérgenos ou exercícios. A presença de sibilos difusos à expiração é um achado chave.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições respiratórias mais comuns. Caracteriza-se por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo, levando a sintomas como tosse, chiado, dispneia e opressão torácica. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico da asma é clínico, baseado na história de sintomas respiratórios recorrentes e variáveis, que pioram à noite ou pela manhã, e em resposta a fatores desencadeantes como alérgenos, irritantes (fumaça de cigarro), exercícios físicos ou infecções virais. Ao exame físico, os sibilos difusos, predominantemente expiratórios, são um achado clássico. A espirometria com teste de broncodilatador é o exame complementar padrão-ouro para confirmar a obstrução reversível das vias aéreas. O tratamento da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar. Inclui a identificação e evitação de gatilhos, e o uso de medicamentos controladores (corticosteroides inalatórios) e de alívio (broncodilatadores de curta ação). A educação do paciente sobre sua doença e o plano de ação para asma são componentes cruciais do manejo, garantindo que residentes estejam aptos a orientar seus pacientes.
Os principais sintomas da asma incluem tosse (geralmente seca), chiado no peito, dispneia (falta de ar) e sensação de aperto no peito. Esses sintomas são frequentemente variáveis, pioram à noite ou pela manhã, e em resposta a gatilhos.
A fumaça de cigarro é um potente irritante das vias aéreas e um gatilho comum para exacerbações asmáticas. Ela aumenta a inflamação brônquica, a hiperresponsividade e pode reduzir a eficácia dos tratamentos para asma.
A espirometria é fundamental para o diagnóstico da asma, demonstrando obstrução do fluxo aéreo (VEF1/CVF reduzido) que é total ou parcialmente reversível após a administração de um broncodilatador. Também pode ser usada para monitorar a função pulmonar.
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