HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Um menino de oito anos de idade, com suspeita de asma, irá realizar espirometria para confirmação diagnóstica. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o parâmetro que confirma o diagnóstico.
Asma é doença obstrutiva → espirometria confirma com ↓ relação VEF1/CVF e reversibilidade pós-broncodilatador.
O diagnóstico de asma, especialmente em crianças maiores de 6 anos, é confirmado pela espirometria que evidencia um padrão obstrutivo, caracterizado pela redução da relação VEF1/CVF, que melhora após a administração de um broncodilatador (reversibilidade).
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O diagnóstico preciso é fundamental para um manejo adequado e para prevenir exacerbações. Em crianças maiores de 6 anos, a espirometria é a ferramenta diagnóstica padrão-ouro, fornecendo medidas objetivas da função pulmonar e auxiliando na confirmação diagnóstica e no acompanhamento da doença. A espirometria avalia o fluxo de ar através dos brônquios e a capacidade pulmonar. Em pacientes com asma, que é uma doença obstrutiva, espera-se encontrar uma redução do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) e, mais importante, uma redução da relação VEF1/Capacidade Vital Forçada (CVF). Essa relação é o indicador mais sensível de obstrução das vias aéreas. A confirmação diagnóstica é reforçada pela demonstração de reversibilidade da obstrução após a administração de um broncodilatador, indicando que a limitação do fluxo aéreo é parcialmente reversível. Para o residente, é essencial saber interpretar os resultados da espirometria, reconhecer o padrão obstrutivo e a importância do teste de broncodilatador. A asma pode ser subdiagnosticada ou mal controlada se a avaliação da função pulmonar não for realizada corretamente. Além disso, a espirometria ajuda a monitorar a resposta ao tratamento e a identificar a gravidade da doença, guiando as decisões terapêuticas e melhorando a qualidade de vida do paciente pediátrico.
Os principais parâmetros são o Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), a Capacidade Vital Forçada (CVF) e, crucialmente, a relação VEF1/CVF. A redução desta relação, juntamente com a reversibilidade após broncodilatador, é fundamental para o diagnóstico de asma.
Em crianças maiores de 6 anos, a espirometria confirma a asma ao demonstrar um padrão obstrutivo (relação VEF1/CVF abaixo do limite inferior da normalidade ou <0,70) que é reversível, ou seja, melhora significativamente (aumento de VEF1 >12% e >200mL) após a inalação de um broncodilatador de curta ação.
O teste de broncodilatador é crucial para demonstrar a reversibilidade da obstrução das vias aéreas, uma característica distintiva da asma. Uma resposta positiva ao broncodilatador apoia fortemente o diagnóstico de asma e ajuda a diferenciar de outras doenças pulmonares obstrutivas.
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