Artrite Reumatoide: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 20 anos procura atendimento médico no ambulatório de clínica médica de referência devido a quadro iniciado há 3 meses, com dor e edema articular acometendo articulações das mãos (interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas e punhos), assim como cotovelos, joelhos e tornozelos. Relata rigidez matinal que persiste por mais de 2 horas. O exame físico confirma dor e edema nas articulações descritas, além de mucosas hipocoradas (++/4+), sem outras alterações. A hipótese diagnóstica a ser considerada, o achado laboratorial esperado e a primeira linha de tratamento indicada são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) esclerose sistêmica; níveis elevados de creatina quinase; prednisona.
  2. B) artrite reumatoide; pesquisa de fator reumatoide (FR) positivo; metotrexato.
  3. C) lúpus eritematoso sistêmico; FAN com padrão nuclear pontilhado fino denso; cloroquina.
  4. D) doença mista do tecido conjuntivo; FAN com padrão nuclear pontilhado fino; azatioprina.

Pérola Clínica

Poliartrite simétrica (mãos, punhos, joelhos) + rigidez matinal > 1h → Artrite Reumatoide = FR/Anti-CCP + Metotrexato.

Resumo-Chave

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente as articulações sinoviais, caracterizada por poliartrite simétrica, rigidez matinal prolongada e acometimento preferencial de pequenas articulações das mãos e pés. O diagnóstico é clínico-laboratorial e o metotrexato é a primeira linha de tratamento.

Contexto Educacional

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune crônica que se manifesta principalmente como uma poliartrite inflamatória simétrica, com predileção por pequenas articulações das mãos e pés, mas podendo afetar também grandes articulações como joelhos, cotovelos e tornozelos. A rigidez matinal que persiste por mais de uma hora é um sintoma cardinal e altamente sugestivo de AR, diferenciando-a de condições mecânicas ou outras artropatias. O diagnóstico da AR é baseado em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e de imagem. Os critérios de classificação ACR/EULAR de 2010 são amplamente utilizados e incluem o número e tipo de articulações acometidas, a duração dos sintomas (maior ou menor que 6 semanas), a presença de marcadores sorológicos como Fator Reumatoide (FR) e anticorpos anti-CCP, e a elevação de reagentes de fase aguda (VHS e PCR). A presença de mucosas hipocoradas pode indicar anemia, uma manifestação extra-articular comum na AR. O tratamento da artrite reumatoide visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir o dano articular e melhorar a qualidade de vida. Os medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs) são a base do tratamento, e o metotrexato é considerado a primeira linha para a maioria dos pacientes devido à sua eficácia e perfil de segurança. Outros DMARDs, como leflunomida, sulfassalazina e hidroxicloroquina, podem ser usados isoladamente ou em combinação, e em casos refratários, terapias biológicas ou inibidores de JAK são indicados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da artrite reumatoide?

Os sintomas incluem dor e edema articular, rigidez matinal prolongada (mais de 30 minutos a 1 hora), fadiga e acometimento simétrico de pequenas articulações, como interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas.

Qual a importância do Fator Reumatoide (FR) e Anti-CCP no diagnóstico?

O Fator Reumatoide e o anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (Anti-CCP) são marcadores sorológicos importantes que auxiliam no diagnóstico da artrite reumatoide e podem indicar maior gravidade da doença.

Por que o metotrexato é a primeira linha de tratamento para artrite reumatoide?

O metotrexato é um DMARD (Disease-Modifying Antirheumatic Drug) eficaz na redução da inflamação, prevenção da progressão do dano articular e melhora dos sintomas, sendo bem tolerado pela maioria dos pacientes.

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