Apendicite Aguda Pediátrica: Diagnóstico e Exames de Imagem

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022

Enunciado

A apendicite aguda é a principal causa de abdome cirúrgico em pediatria. Sobre essa urgência clínico cirúrgica, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) a dor abdominal bem localizada em fossa ilíaca direita é um dos primeiros sintomas, mas 50% dos pacientes têm náuseas, vômitos e anorexia;
  2. B) tomografia computadorizada de abdome apresenta alta sensibilidade e especificidade para esta condição sendo assim essencial para o diagnóstico;
  3. C) nas primeiras 24 horas de doença, o hemograma normal exclui o diagnóstico pois o quadro sempre cursa com leucocitose;
  4. D) radiografia de abdome pode ser útil se revelar sinais como presença de íleo paralítico, alça sentinela e apagamento do psoas e a radiografia de tórax para afastar doença pulmonar;
  5. E) os antibióticos para cobertura de bactérias gram positivas devem ser iniciados assim que o diagnóstico de apendicite for realizado ou até mesmo em casos suspeitos.

Pérola Clínica

Apendicite pediátrica: Radiografia abdome pode mostrar íleo, alça sentinela, psoas apagado; RX tórax afasta pneumonia.

Resumo-Chave

Embora a radiografia de abdome não seja diagnóstica para apendicite, ela pode fornecer achados indiretos como íleo paralítico ou alça sentinela que, associados à clínica, reforçam a suspeita. A radiografia de tórax é importante para excluir diagnósticos diferenciais pulmonares, especialmente em crianças.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças, exigindo um diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações como perfuração e peritonite. A apresentação clínica pode ser variável em pediatria, tornando o diagnóstico um desafio. A dor abdominal que migra da região periumbilical para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos, é clássica, mas nem sempre presente. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames laboratoriais e de imagem. Embora a leucocitose seja comum, um hemograma normal não exclui o diagnóstico, especialmente nas primeiras horas. A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha em crianças devido à ausência de radiação e boa acurácia. A tomografia computadorizada é reservada para casos de dúvida diagnóstica, mas deve ser usada com cautela devido à exposição à radiação. A radiografia simples de abdome, embora não diagnóstica, pode fornecer pistas indiretas como íleo paralítico localizado, alça sentinela ou apagamento da borda do músculo psoas. A radiografia de tórax é importante para descartar condições pulmonares que podem mimetizar dor abdominal. O tratamento envolve apendicectomia e antibioticoterapia, que deve cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbios, não apenas gram-positivas.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sintomas de apendicite aguda em crianças?

Os sintomas iniciais de apendicite aguda em crianças frequentemente incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos, mas a apresentação pode ser atípica.

Qual o papel da radiografia de abdome no diagnóstico de apendicite pediátrica?

A radiografia de abdome não é diagnóstica, mas pode revelar sinais indiretos como íleo paralítico, alça sentinela ou apagamento do psoas, que, junto à clínica, apoiam a suspeita. A radiografia de tórax é útil para excluir causas pulmonares de dor abdominal.

Por que a tomografia computadorizada não é sempre essencial para o diagnóstico de apendicite em crianças?

A tomografia computadorizada tem alta sensibilidade e especificidade, mas em pediatria, a ultrassonografia é frequentemente preferida como exame inicial devido à ausência de radiação e boa acurácia, reservando a TC para casos duvidosos.

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