MedEvo Simulado — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 28 anos, comparece ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal iniciada há 24 horas, primeiramente periumbilical e que posteriormente migrou para a fossa ilíaca direita. Refere náuseas, inapetência e um episódio febril (38,2°C). Ao exame físico, apresenta dor à palpação em fossa ilíaca direita, com sinal de Blumberg positivo. O score de Alvarado é calculado em 8 pontos. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 14.500/mm³ com 8% de bastonetes. Apesar do quadro clínico sugestivo, o médico assistente pondera sobre a necessidade de exames complementares. Sobre a avaliação diagnóstica da apendicite aguda neste cenário, assinale a alternativa CORRETA:
Apendicite aguda: TC abdome/pelve c/ contraste = maior acurácia, essencial em casos atípicos ou incertos.
Embora o quadro clínico e o score de Alvarado sejam sugestivos, a tomografia computadorizada é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em cenários onde a apresentação não é clássica ou há dúvidas, minimizando laparotomias desnecessárias.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando predominantemente jovens adultos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A apresentação clássica envolve dor periumbilical migratória para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, inapetência e febre. O diagnóstico é primariamente clínico, auxiliado por scores como o de Alvarado e exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda). No entanto, a confirmação por imagem é frequentemente necessária, especialmente em casos atípicos ou quando há dúvida diagnóstica. A ultrassonografia é um bom exame inicial, especialmente em crianças e gestantes, pela ausência de radiação. Contudo, a tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste é considerada o método de imagem mais acurado, com alta sensibilidade e especificidade, sendo crucial para diferenciar a apendicite de outras condições e guiar a conduta cirúrgica. O tratamento definitivo da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia), que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces. A falha em diagnosticar ou o atraso no tratamento podem levar a complicações sérias, reforçando a importância de uma abordagem diagnóstica precisa e eficiente.
A apendicite aguda tipicamente se manifesta com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, inapetência e febre baixa. Sinais como Blumberg positivo são comuns ao exame físico.
A TC é indicada quando o diagnóstico clínico é incerto, em casos de apresentações atípicas, em pacientes obesos ou idosos, e para diferenciar a apendicite de outras condições abdominais, devido à sua alta acurácia.
O score de Alvarado é uma ferramenta clínica que auxilia na estratificação de risco para apendicite aguda, combinando sintomas, sinais e achados laboratoriais. Um score alto (>7) é sugestivo, mas não definitivo, e geralmente requer confirmação por imagem.
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