ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal, com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há 23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias. Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+, eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita. | Exame | Resultado | Valor de referência | |---|---|---| | Hemoglobina | 10,7 g/dL | 11,5 a 15,5 g/dL | | Hematócrito | 37% | 38 a 52% | | Leucócitos totais | 13.400/mm³ | 4.000 a 11.000/mm³ | | Bastonetes | 7% | 0 a 5% | | Urina | 25 leucócitos/campo | -- | | Hemácias | 8 hemácias/campo | -- | | Beta-hCG sérico | negativo | -- | Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
Dor FID + febre + leucocitose + Blumberg positivo → Apendicite aguda = USG abdome + parecer cirúrgico.
A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada por dor abdominal que tipicamente migra do epigástrio para a fossa ilíaca direita (FID), associada a febre, náuseas, anorexia e sinais de irritação peritoneal como descompressão brusca dolorosa (Blumberg positivo). O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como a ultrassonografia de abdome são úteis para confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais, sendo a conduta a avaliação cirúrgica imediata.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, exigindo diagnóstico rápido e intervenção. A apresentação clínica clássica envolve dor periumbilical ou epigástrica que se desloca para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre. O exame físico frequentemente revela dor à palpação em FID e sinais de irritação peritoneal, como o sinal de Blumberg positivo. A leucocitose com desvio à esquerda nos exames laboratoriais reforça a suspeita diagnóstica. Em mulheres em idade fértil, é crucial excluir a gravidez ectópica e outras condições ginecológicas, o que é feito com o beta-hCG sérico negativo. A ultrassonografia de abdome é um método de imagem valioso, especialmente em pacientes jovens e mulheres, por ser não invasiva e não utilizar radiação, auxiliando na confirmação da apendicite e na diferenciação de outras patologias pélvicas ou abdominais. Diante de um quadro clínico e laboratorial sugestivo de apendicite aguda, a conduta mais adequada é a realização de exames de imagem, como a ultrassonografia, e a solicitação de parecer cirúrgico. O tratamento definitivo da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia), e o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves, como perfuração do apêndice, peritonite e formação de abscesso.
Dor abdominal periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa.
A ultrassonografia é um exame de imagem de primeira linha, especialmente em mulheres jovens, para confirmar a inflamação do apêndice e excluir outros diagnósticos diferenciais.
A apendicite aguda é uma condição cirúrgica, e a avaliação por um cirurgião é fundamental para confirmar a indicação de apendicectomia e evitar complicações como a perfuração.
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