CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Ana, 2 anos, foi diagnosticada com anemia ferropriva e recebeu prescrição de sulfato ferroso 5mg/kg/dia de ferro elementar. O parâmetro laboratorial mais específico para o diagnóstico de anemia por deficiência de ferro e o parâmetro laboratorial de resposta mais precoce ao tratamento são respectivamente:
Ferritina = parâmetro mais específico para deficiência de ferro; Reticulócitos = resposta precoce ao tratamento.
A ferritina sérica reflete os estoques de ferro do organismo, sendo o marcador mais sensível para deficiência de ferro, mesmo antes da anemia se instalar. Os reticulócitos, por sua vez, são eritrócitos jovens e seu aumento indica uma medula óssea responsiva à terapia, sendo o primeiro sinal de melhora após o início da suplementação de ferro.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças e gestantes. É caracterizada pela diminuição da produção de hemoglobina devido à falta de ferro, essencial para a eritropoiese. Sua importância clínica reside nas consequências para o desenvolvimento cognitivo e motor em crianças, além de fadiga e redução da capacidade de trabalho em adultos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para reverter esses impactos. O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se em achados clínicos e laboratoriais. A ferritina sérica é o parâmetro mais específico para avaliar os estoques de ferro, com valores baixos indicando deficiência. Outros exames incluem hemograma (anemia microcítica e hipocrômica), ferro sérico (baixo), capacidade total de ligação do ferro (TIBC, alta) e saturação da transferrina (baixa). A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas inespecíficos como fadiga, palidez e irritabilidade, especialmente em grupos de risco. O tratamento consiste na suplementação de ferro, geralmente com sulfato ferroso oral, na dose de 3-5 mg/kg/dia de ferro elementar por 3 a 6 meses. A resposta ao tratamento é monitorada inicialmente pelo aumento dos reticulócitos (pico em 5-10 dias) e, posteriormente, pela elevação da hemoglobina (1-2 g/dL a cada 3-4 semanas) e normalização dos estoques de ferro (ferritina). É fundamental orientar sobre a administração do medicamento e a importância da adesão para evitar recaídas.
A ferritina sérica é o principal marcador dos estoques de ferro do corpo. Níveis baixos de ferritina (<12-15 ng/mL em crianças) são o indicador mais específico de deficiência de ferro, mesmo antes da anemia se manifestar.
Os reticulócitos são eritrócitos imaturos liberados pela medula óssea. Seu aumento 5-10 dias após o início da suplementação de ferro indica que a medula está respondendo e produzindo novas células vermelhas, sendo o primeiro sinal de eficácia terapêutica.
Além da ferritina, o hemograma completo (VCM, HCM, CHCM baixos), o índice de saturação da transferrina (baixo) e a capacidade total de ligação do ferro (TIBC, alta) são importantes para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras anemias.
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