UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2016
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Portaria SAS/MS, 1.247/2014, constitui-se em exame NÃO OBRIGATÓRIO para diagnóstico de Anemia Ferropriva?
Diagnóstico Anemia Ferropriva: Hemograma, Ferritina, Índices Hematimétricos. Ferro sérico NÃO é obrigatório devido à alta variabilidade.
O diagnóstico de anemia ferropriva baseia-se primariamente no hemograma (anemia microcítica hipocrômica), índices hematimétricos e ferritina sérica (reflete estoques de ferro). O ferro sérico, por ter grande variabilidade diurna e ser influenciado por inflamação, não é um exame obrigatório e pode ser enganoso para avaliar os estoques de ferro.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando milhões de pessoas, especialmente mulheres em idade fértil, crianças e gestantes. Seu diagnóstico precoce e preciso é fundamental para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações. Os protocolos clínicos, como a Portaria SAS/MS 1.247/2014, fornecem diretrizes para padronizar a abordagem diagnóstica. O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se primariamente na avaliação do hemograma completo, que tipicamente revela anemia microcítica e hipocrômica, com volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina corpuscular média (HCM) reduzidos. A ferritina sérica é o exame mais importante para avaliar os estoques de ferro, sendo um indicador sensível e específico da deficiência. A contagem de plaquetas pode estar normal ou elevada na anemia ferropriva. Embora o ferro sérico e a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) possam ser solicitados, o ferro sérico isoladamente não é considerado um exame obrigatório para o diagnóstico. Isso se deve à sua grande variabilidade e sensibilidade a fatores agudos, que podem mascarar ou superestimar os níveis reais de ferro. A abordagem diagnóstica deve ser integrada, considerando os achados clínicos e laboratoriais para confirmar a deficiência de ferro e investigar sua causa subjacente.
Os exames chave incluem hemograma completo com avaliação do esfregaço periférico (mostrando anemia microcítica e hipocrômica), avaliação dos índices hematimétricos (VCM e HCM baixos) e ferritina sérica (níveis baixos indicam deficiência de ferro). A contagem de plaquetas também pode ser avaliada.
A ferritina sérica é o principal marcador dos estoques de ferro no organismo. Níveis baixos de ferritina (<30 ng/mL) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento da anemia franca. É um indicador sensível e específico dos depósitos de ferro.
O ferro sérico apresenta grande variabilidade diurna e é influenciado por diversos fatores, como alimentação, inflamação e infecções agudas. Por isso, não é um marcador confiável dos estoques de ferro e não é considerado obrigatório para o diagnóstico, podendo levar a interpretações errôneas.
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